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Vasco aciona a Justiça para garantir jogo no Maracanã contra o Vitória

Vasco aciona a Justiça para garantir jogo no Maracanã contra o Vitória

O Club de Regatas Vasco da Gama deu um passo decisivo em sua estratégia para mandar a partida das quartas de final da Copa do Brasil no estádio do Maracanã. A SAF cruzmaltina protocolou, nesta sexta-feira (21), uma ação de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o complexo esportivo. O objetivo central é assegurar o direito de enfrentar o Vitória no palco principal do futebol carioca, no dia 26 de agosto.

Disputa jurídica pelo uso do Maracanã

A controvérsia teve início após a negativa da concessionária em atender ao pedido formalizado pelo clube no dia 19 de agosto. A administração do estádio justificou a recusa citando a necessidade de preservação do gramado, a realização de manutenções periódicas e a preparação para um evento da NFL, agendado para o dia 27 de setembro. Em contrapartida, o Vasco argumenta que a empresa não apresentou laudos técnicos auditáveis que comprovassem a inviabilidade da realização da partida.

Argumentos baseados em acordos e isonomia

O clube sustenta sua posição em um Memorando de Entendimentos firmado entre Vasco, Flamengo e Fluminense, que previa a disponibilização de datas específicas para o uso do estádio. Segundo a agremiação, o acordo estipula que qualquer negativa por parte da concessionária deve ser fundamentada em critérios operacionais objetivos, o que, na visão do clube, não ocorreu. Além disso, o Vasco invoca o caráter público do Maracanã e o princípio da isonomia para questionar o que classifica como privilégios concedidos a outros times.

Pedido de tutela e multa por descumprimento

A petição enviada ao Poder Judiciário é incisiva e busca uma solução imediata. O Vasco solicita que a Justiça determine a liberação do estádio antes mesmo da manifestação da parte contrária, visando garantir a logística da partida. Para assegurar o cumprimento de uma eventual decisão favorável, o clube requereu a aplicação de uma multa diária de R$ 20 mil por hora de atraso, caso a concessionária se recuse a viabilizar o jogo.

Até o momento, o processo encontra-se na fase de análise da tutela de urgência, não havendo qualquer decisão judicial que autorize, por ora, a realização do confronto no estádio. A situação segue em compasso de espera enquanto o clube aguarda o posicionamento oficial do tribunal sobre o caso, conforme reportado pelo portal Netvasco.

Fonte: netvasco.com.br

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