Manter uma atitude positiva diante das adversidades não é apenas uma estratégia de convivência social, mas um componente essencial para a longevidade. O psiquiatra Luis Rojas Marcos, aos 82 anos, defende que o senso de humor atua como uma ferramenta clínica indispensável para o equilíbrio emocional, sendo um dos pilares fundamentais para envelhecer com qualidade de vida e resiliência.
Em recente participação no podcast Lo que Tú Digas, conduzido por Álex Fidalgo, o especialista reforçou que a capacidade de rir das próprias limitações funciona como um mecanismo de defesa psicológico. Segundo o autor de El regalo de los años. Claves para envejecer felices, essa habilidade permite metabolizar experiências que, sob outra perspectiva, seriam emocionalmente insuportáveis.
O humor como mecanismo de defesa e saúde
Para Rojas Marcos, o humor não deve ser encarado apenas como entretenimento passageiro. Ele funciona como uma estratégia de enfrentamento que alivia a carga emocional imediata e gera impactos positivos na saúde a médio prazo. Ao desconstruir as incoerências da vida cotidiana, o indivíduo consegue reduzir os níveis de estresse e melhorar sua resposta imunológica.
A ciência tem corroborado essa visão, com estudos que associam o riso frequente a uma maior longevidade. A capacidade de manter uma visão leve sobre os desafios da existência ajuda a preservar a integridade mental, tornando o processo de envelhecimento menos traumático e mais significativo para o indivíduo.
Curiosidade como motor da longevidade
Além do humor, o psiquiatra destaca a curiosidade como um diferencial determinante entre um envelhecimento saudável e um declínio precoce. Enquanto a genética exerce seu papel, a manutenção de uma mente ativa e interessada pelo mundo ao redor atua como um fator de proteção contra o isolamento e a estagnação cognitiva.
Essa postura inquisitiva estimula a neuroplasticidade, permitindo que o cérebro continue a formar novas conexões mesmo em idades avançadas. Para o especialista, o segredo para chegar bem ao fim da vida reside na combinação entre a leveza de espírito e o desejo constante de aprender algo novo.
A ciência por trás do bem-estar emocional
A psicologia e a neurociência têm dedicado décadas ao estudo de como as emoções positivas influenciam o bem-estar físico. A conclusão é que o estado mental afeta diretamente a fisiologia humana, regulando hormônios ligados ao estresse e promovendo sensações de bem-estar que facilitam a longevidade.
Para aprofundar-se em como o cérebro processa o envelhecimento e a resiliência, é possível consultar fontes especializadas como a American Psychological Association, que detalha os impactos das atitudes positivas na saúde global do indivíduo. O legado de profissionais como Rojas Marcos reforça que o envelhecer é, acima de tudo, uma construção subjetiva baseada em escolhas diárias.
Fonte: terra.com.br


































