O ex-jogador Roberto Carlos, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para desmentir publicamente os rumores sobre uma suposta conversão ao islamismo. O ídolo do futebol, que construiu uma carreira vitoriosa no Real Madrid e no Palmeiras, reforçou que mantém uma postura de respeito a todas as crenças, mas negou a mudança em sua vida religiosa.
A polêmica ganhou tração no início da semana, após uma declaração pública feita por Ali Sahin, parlamentar da Grande Assembleia Nacional da Turquia. O político afirmou, em suas redes sociais, que o ex-atleta teria realizado a Shahada — a declaração de fé islâmica — há quatro semanas, sob a orientação do xeque Jihad Hammadeh, residente em São Paulo.
Esclarecimento sobre a fé e o respeito religioso
Em nota oficial publicada em seus Stories no Instagram, Roberto Carlos foi enfático ao abordar o tema. O ex-lateral-esquerdo destacou que a fé é uma esfera estritamente pessoal e que as especulações não condizem com a realidade. Ele reiterou que possui o máximo respeito pela comunidade muçulmana, assim como por todas as outras religiões, defendendo que as crenças individuais devem ser tratadas com a devida consideração.
O posicionamento do ex-jogador busca encerrar a controvérsia que tomou conta do noticiário esportivo e político. A repercussão do caso foi amplificada pela influência de Ali Sahin, que chegou a parabenizar publicamente o brasileiro pela suposta adesão à religião, citando o xeque Jihad Hammadeh como a fonte da informação.
Histórico e laços com a Turquia
A ligação de Roberto Carlos com o cenário turco é profunda e remonta ao período em que atuou no país. Entre 2007 e 2009, o ex-jogador defendeu o Fenerbahçe, onde se tornou um dos ídolos da torcida local. Posteriormente, o ícone do futebol iniciou sua carreira como treinador em solo turco, comandando equipes como o Sivasspor e o Akhisar.
Após a negativa de Roberto Carlos, o parlamentar Ali Sahin manifestou tristeza pela repercussão do episódio, afirmando que o ex-jogador foi colocado em uma situação difícil. O político turco, que alega ter presenciado o momento da suposta conversão através de um vídeo gravado pelo xeque Hammadeh, lamentou o desdobramento público do caso, conforme reportado pelo UOL.
Fonte: uol.com.br


































