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Onda de calor na Alemanha causa quase 14 mil mortes em quatro meses com foco em idosos

Onda de calor na Alemanha causa quase 14 mil mortes em quatro meses com foco em idosos

Um levantamento alarmante do Instituto Robert Koch (RKI) revelou que quase 14 mil pessoas morreram na Alemanha entre abril e agosto deste ano devido aos efeitos das altas temperaturas. O dado, classificado pela entidade governamental como uma estimativa conservadora, aponta para uma crise de saúde pública sem precedentes, superando significativamente os registros de anos anteriores, como 2018 e 2019.

Impacto das temperaturas extremas na mortalidade alemã

O relatório abrange o período entre 6 de abril e 9 de agosto, indicando uma taxa de aproximadamente 17 óbitos para cada 100 mil habitantes. Segundo o Instituto Robert Koch, o calor raramente atua como causa isolada de morte, como ocorre em casos de insolação. Na grande maioria dos registros, o óbito resulta de uma combinação perigosa entre o estresse térmico e condições de saúde preexistentes, o que frequentemente oculta a influência do clima nos atestados de óbito.

Vulnerabilidade da população idosa e disparidades de gênero

Os dados demonstram que os idosos são o grupo mais vulnerável, representando cerca de 90% das fatalidades contabilizadas. Entre as vítimas, 7.040 tinham 85 anos ou mais, enquanto 3.450 estavam na faixa etária entre 75 e 84 anos. O levantamento também observou uma incidência maior de mortes entre mulheres, fator atribuído à maior representatividade feminina na demografia da terceira idade no país.

O pico letal de junho e as mudanças climáticas

A semana entre 22 e 28 de junho foi o período mais crítico, concentrando 9,6 mil das mortes totais. Naquela ocasião, diversas regiões da Alemanha enfrentaram temperaturas próximas aos 40 ºC, superando a marca de 41 ºC em alguns locais. Este cenário de calor extremo reflete uma tendência observada em toda a Europa Ocidental, que registrou recordes de temperatura média acima dos padrões históricos observados entre 1991 e 2020.

Metodologia e revisão de estimativas

O RKI utiliza dados do Departamento Federal de Estatísticas e informações de 52 estações meteorológicas para compor suas estimativas. A instituição ressalta que os números podem sofrer revisões futuras, uma vez que o modelo matemático de análise é aprimorado mensalmente. Essa dinâmica de cálculo explica por que os dados de anos anteriores podem apresentar variações em relatórios sucessivos, refletindo o refinamento constante da vigilância epidemiológica alemã.

Fonte: terra.com.br

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