Em um posicionamento contundente enviado ao portal FogãoNET, o ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, respondeu às recentes críticas feitas por John Textor. O empresário norte-americano, ex-controlador da SAF alvinegra, havia rotulado Montenegro como o “Rei do Rebaixamento”, termo que desencadeou uma série de ataques verbais por parte do dirigente histórico do clube carioca.
Montenegro não poupou adjetivos ao se referir ao ex-sócio da SAF, classificando-o como “estelionatário eterno”, “charlatão” e “fanfarrão”. Segundo o ex-presidente, a gestão de Textor foi marcada por desequilíbrio e pela priorização de interesses pessoais e financeiros em detrimento da saúde institucional do Botafogo, apontando o Olympique Lyon como o verdadeiro foco de investimentos do empresário.
Histórico de gestão e defesa de legado
Ao rebater a alcunha de “Rei do Rebaixamento”, Montenegro relembrou seu período à frente do clube entre 1994 e 1996. O dirigente destacou conquistas como a recuperação da sede de General Severino, a criação do parque social esportivo e a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995, além do título internacional no torneio Teresa Herrera.
O ex-presidente enfatizou que, após aquele triênio, não ocupou mais o cargo máximo do clube, embora tenha auxiliado financeiramente em momentos de crise. Ele negou qualquer envolvimento com agiotas ou práticas que pudessem prejudicar o patrimônio botafoguense, reforçando que sua atuação sempre foi pautada pela colaboração voluntária e pela preservação da história da instituição.
Acusações sobre a crise financeira e administrativa
O embate também trouxe à tona denúncias sobre a situação atual da SAF. Montenegro afirmou que Textor deixou o clube em um estado de “falência completa”, citando a existência de transfer bans, salários atrasados e dívidas tributárias significativas. O dirigente questionou a falta de pagamentos a clubes vendedores e empresários, sugerindo que o empresário utilizou o Botafogo como alavanca para outros negócios.
Além disso, Montenegro criticou a condução técnica e administrativa recente, mencionando a derrota por 6 a 1 sofrida para um time peruano como um reflexo da gestão de Textor. Para ele, a saída do empresário é um passo necessário para que o clube possa ser conduzido por uma empresa séria, capaz de honrar compromissos e planejar o futuro do Botafogo para as próximas décadas.
Perspectivas para o futuro do Botafogo
O posicionamento de Montenegro encerra com uma defesa da transição na SAF e um voto de confiança na atuação de João Paulo Magalhães Lins. O ex-presidente acredita que, com a chegada de novos parceiros, como a GDA, o clube poderá retomar um caminho de integridade e organização. Ele reforçou que, embora não tenha obrigações formais, permanece à disposição para ajudar o clube, desde que o foco seja a seriedade e o caráter na gestão.
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Fonte: fogaonet.com

































