O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio público à continuidade de Gianni Infantino no comando da Fifa. Em declaração emitida nesta segunda-feira, Trump classificou como um “erro terrível” qualquer tentativa de substituir o atual presidente da entidade máxima do futebol mundial, descrevendo o dirigente como uma figura “formidável”.
A instabilidade política na gestão da Fifa
A manifestação de apoio ocorre em um momento de fragilidade política para Gianni Infantino. A liderança do ítalo-suíço enfrenta questionamentos severos após a tentativa frustrada de implementar o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A iniciativa, avaliada em US$ 20 bilhões, pretendia ceder 20% dos direitos comerciais das principais competições da entidade a investidores privados.
O plano gerou um racha interno e atraiu críticas de confederações continentais. Entre os investidores mencionados no projeto estava o fundo Thrive Eternal, que possui vínculos com Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A conexão familiar trouxe uma camada extra de complexidade ao debate sobre a governança da instituição.
Pressão e resistência das confederações
A proposta de privatização parcial dos direitos da Fifa encontrou resistência imediata de organizações como a Uefa, a Concacaf e a AFC. Estas entidades chegaram a ameaçar um boicote aos torneios organizados pela federação, incluindo a própria Copa do Mundo, caso o modelo de negócio fosse mantido.
O desgaste político resultou no distanciamento de figuras influentes do alto escalão do futebol. Nomes como o dirigente Arsène Wenger e o secretário-geral Mattias Grafström afastaram-se publicamente da iniciativa. Mesmo diante do cenário adverso, Gianni Infantino permanece como o único candidato à reeleição, com o pleito agendado para março de 2027.
Para mais informações sobre o cenário do futebol global, acompanhe as atualizações em Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































