A Europa Ocidental atravessou um período de junho a julho marcado por temperaturas sem precedentes, consolidando-se como o bimestre mais quente já registrado na história da região. Os dados, divulgados na segunda-feira (10) pelo Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia, revelam um cenário de anomalias climáticas severas que impactaram profundamente o continente.
Impactos do calor extremo e avanço da seca
O aquecimento acentuado foi acompanhado por um agravamento crítico da seca, que atingiu grande parte do território europeu. A combinação de temperaturas elevadas com a escassez hídrica potencializou a ocorrência de incêndios florestais, afetando severamente nações como Espanha, França e Itália.
A temperatura média combinada na região durante os dois meses atingiu 21,62ºC. Este valor superou o recorde anterior estabelecido em 2022, evidenciando uma tendência de elevação constante nos termômetros durante o período estival.
Rios europeus sob estresse hídrico
A estiagem prolongada durante o mês de julho comprometeu o fluxo de importantes vias fluviais que sustentam a economia e o ecossistema local. Países como Áustria, Itália, Espanha e França relataram níveis alarmantes em rios estratégicos.
- O rio Danúbio registrou níveis abaixo da média.
- O rio Pó enfrentou redução significativa de volume.
- O rio Sena apresentou queda acentuada.
- O rio Reno também sofreu com a estiagem prolongada.
Aquecimento dos oceanos e o papel do El Niño
Além do calor terrestre, a temperatura da superfície dos oceanos extrapolares atingiu em julho de 2026 a marca recorde de 20,96ºC, superando os 20,89ºC registrados em 2023. Na Europa, as ondas de calor marinhas foram observadas com intensidade grave, especialmente no Atlântico e no Mediterrâneo Ocidental.
Segundo Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, o cenário reflete a intensificação das mudanças climáticas, onde seca e calor se retroalimentam. O fenômeno El Niño no Pacífico equatorial atua como um motor adicional para essa magnitude de aquecimento, com previsões de intensificação nos próximos meses, conforme alertado pelo diretor do Copernicus, Carlo Buontempo.
Fonte: terra.com.br

































