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Tragédia no Rio: fotos revelam últimos momentos de família colombiana em acidente de helicóptero

Tragédia no Rio: fotos revelam últimos momentos de família colombiana em acidente de helicóptero

A queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul do Rio de Janeiro, no último sábado, 8, encerrou precocemente uma viagem de turismo que deveria ser marcada por memórias positivas. Entre as quatro vítimas fatais do acidente, três eram da mesma família colombiana: Rocio Cubillos, de 59 anos, sua filha Wendy Manrique, de 37, e sua neta Sofia Murillo, de 17.

O luto foi compartilhado publicamente por Victor Manrique, parente das vítimas, que utilizou as redes sociais para publicar registros dos momentos felizes vividos pelo grupo durante a estadia no Brasil. O autor da publicação, que também integrava o grupo de viagem, escapou da tragédia por ter optado por embarcar no voo seguinte ao que sofreu a queda.

Registros de uma viagem interrompida

As imagens divulgadas por Victor Manrique mostram o grupo em clima de descontração e alegria antes do fatídico passeio. Em uma mensagem de despedida, ele agradeceu a Deus por permitir que seus familiares conhecessem a beleza do mundo e expressou gratidão às autoridades brasileiras e colombianas pelo apoio prestado após o desastre.

O caso ganhou repercussão internacional, destacando a fragilidade dos passeios turísticos aéreos. A família, composta por três gerações, buscava registrar a paisagem carioca de um ângulo privilegiado, mas o trajeto sobre a Floresta da Tijuca terminou em uma área de mata de difícil acesso, onde a aeronave foi localizada após o impacto.

Detalhes da operação e do voo panorâmico

O passeio havia sido contratado junto à empresa Voos Rio Panorâmico (VRP) pelo valor de R$ 2.550. O roteiro previa um sobrevoo de aproximadamente 20 minutos pela região da Floresta da Tijuca. A aeronave utilizada era um modelo Robinson R44, de prefixo PP-MFS, operado na modalidade doors off, que remove as portas para proporcionar uma visão desobstruída aos passageiros.

Após a queda, o helicóptero explodiu, gerando um incêndio florestal que exigiu uma mobilização intensa das equipes de socorro. Cerca de 40 bombeiros, utilizando 11 viaturas e quatro unidades operacionais, foram mobilizados para o local. O resgate foi dificultado pela topografia do terreno, sendo necessário o emprego de técnicas de rapel e equipamentos de segurança especializados para acessar os corpos, que foram encontrados carbonizados.

Investigação sobre as causas do acidente

Além das três turistas colombianas, o piloto Alessandro Rocha também perdeu a vida no acidente. As circunstâncias que levaram à queda da aeronave permanecem sob rigorosa apuração das autoridades competentes. A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) trabalham para determinar os fatores contribuintes para a tragédia.

O foco das investigações deve incluir a análise das condições meteorológicas no momento do voo, a manutenção da aeronave e os procedimentos operacionais adotados pela empresa responsável. Enquanto as autoridades buscam respostas, a família das vítimas aguarda o desfecho do processo investigativo para compreender o que causou o acidente que vitimou quatro pessoas em uma das áreas mais icônicas da capital fluminense.

Fonte: terra.com.br

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