A Fifa emitiu um comunicado oficial neste sábado (8) classificando as recentes críticas e denúncias contra a instituição e seu presidente, Gianni Infantino, como parte de um “esforço orquestrado e contínuo” para desestabilizar a entidade. O posicionamento ocorre em um momento de alta tensão política no futebol mundial, agravado pelo fracasso do projeto que visava abrir o capital da organização para investidores privados.
Infantino, que ocupa o cargo máximo da Fifa desde 2016, busca a reeleição em março de 2027. O dirigente enfrenta um cenário de pressão crescente, especialmente após a Uefa manter a ameaça de boicotar as edições da Copa do Mundo, alegando que a simples suspensão do projeto de privatização não é suficiente para restaurar a confiança na atual gestão.
Alegações de conduta e respostas da entidade
A crise ganhou novos contornos na última sexta-feira, após uma reportagem do jornal britânico The Telegraph apontar que Gianni Infantino teria utilizado sua influência durante o período em que foi secretário-geral da Uefa (2009-2016) para favorecer a promoção de uma funcionária com quem mantinha um relacionamento pessoal. A publicação detalha pagamentos de indenizações e custeio de cursos de MBA para a referida profissional.
Em resposta, a Fifa negou categoricamente as informações, classificando-as como “alegações infundadas e afirmações claramente falsas”. A entidade reforçou que especulações não devem ser tratadas como fatos e que a repetição de acusações não confere veracidade aos relatos. A Uefa, por sua vez, confirmou que houve pagamentos na época, mas não detalhou as circunstâncias específicas da promoção.
Articulação política e apoio regional
Para sustentar sua permanência no poder, a Fifa tem buscado respaldo em confederações aliadas. O comunicado oficial destacou o apoio explícito da Conmebol e da CAF. A entidade declarou que não tolerará processos eleitorais que sejam incompatíveis com seus estatutos, enviando um recado direto aos críticos: aqueles que não possuem o suporte das associações membro não devem tentar obter resultados por meio de desinformação.
Recentemente, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, manifestou publicamente seu apoio ao trabalho de Infantino durante um encontro em Cali, na Colômbia. O dirigente sul-americano defendeu a continuidade do diálogo e o reconhecimento dos projetos desenvolvidos pela atual administração, apesar das divergências internas.
Resistência europeia e pedidos de renúncia
Apesar das tentativas de pacificação, a oposição à gestão de Gianni Infantino permanece ativa. A Federação Norueguesa de Futebol (NFF), sob a liderança de Lise Klaveness, formalizou um pedido de renúncia do presidente da Fifa. Klaveness é apontada por analistas como uma possível alternativa para a sucessão no comando da entidade.
O futuro da presidência da Fifa depende agora da articulação de votos entre os 211 membros da instituição. Enquanto o bloco europeu mantém a postura de distanciamento e crítica, a cúpula da organização tenta contornar o desgaste político causado pela tentativa frustrada de privatização e pelas denúncias de conduta pessoal, focando na manutenção da governança estabelecida.
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Fonte: gazetaesportiva.com

































