O ex-jogador português Luís Figo intensificou a pressão sobre a cúpula do futebol mundial ao exigir publicamente a renúncia de Gianni Infantino. Em um artigo contundente publicado no jornal britânico Daily Mail, o antigo craque classificou o atual presidente da Fifa como “desonesto”, marcando um ponto de inflexão nas críticas internas que a entidade enfrenta atualmente.
Crise de governança e o plano de privatização
A tensão na Fifa atingiu níveis críticos após a tentativa de Gianni Infantino de abrir competições, incluindo a Copa do Mundo, para investidores privados. O projeto, batizado de FIFA Forward Enterprise, foi recebido com forte resistência por parte de confederações continentais, que rejeitaram a proposta de imediato.
Diante da rejeição generalizada, o dirigente ítalo-suíço viu-se forçado a abandonar a iniciativa. Segundo informações da AFP, Infantino buscou realizar reuniões de emergência com outros dirigentes no Marrocos, em uma tentativa de conter a crise e recuperar o apoio político necessário para manter sua gestão.
A contundente crítica de Luís Figo
Para Luís Figo, o comportamento demonstrado pelo presidente da entidade é incompatível com os valores do esporte. O ex-atleta, que possui uma trajetória de duas décadas no futebol profissional, afirmou ter testemunhado “o comportamento mais baixo, enganoso e covardemente egoísta” de sua vida.
O português destacou que a tentativa de implementar mudanças estruturais profundas sem o devido diálogo com as associações nacionais revela um interesse próprio que compromete o futuro da modalidade. Segundo Figo, o dirigente é um “vestígio do futebol do passado” e não deveria ocupar um cargo de liderança na instituição.
Pressão por uma saída imediata
A exigência de Luís Figo é clara: a renúncia deve ocorrer de forma imediata, sem aguardar o processo de reeleição previsto para o próximo ano. O ex-jogador argumenta que a perda de suporte entre altos dirigentes e conselheiros próximos torna a permanência de Infantino insustentável.
“Já é tarde para salvar a sua dignidade, mas não é tarde para salvar o futebol”, sentenciou o português. A pressão aumenta em um cenário onde até figuras de peso, como o ex-técnico Arsène Wenger, já manifestaram descontentamento com as manobras políticas conduzidas pela presidência da Fifa.
Fonte: gazetaesportiva.com


































