O Conselho Deliberativo do Corinthians oficializou a suspensão do conselheiro Mario Mello Junior por um período de seis meses. A medida é um desdobramento direto da invasão ao quinto andar do Parque São Jorge, ocorrida em maio de 2025, durante um conturbado episódio em que o ex-presidente Augusto Melo tentou retomar o comando administrativo da instituição.
Desdobramentos da punição e divergências internas
Embora a Comissão de Ética do clube tenha recomendado a expulsão definitiva do associado, o plenário optou por uma sanção mais branda. A mudança de rumo ocorreu após um pedido apresentado pelo próprio conselheiro durante a sessão realizada na última segunda-feira (3), o que gerou um intenso debate sobre os critérios disciplinares adotados pela agremiação.
Nos bastidores, a decisão provocou divergências significativas. Parte dos conselheiros manifestou preocupação com o precedente aberto, temendo que a flexibilização da pena permita que outros associados e ex-presidentes anteriormente expulsos recorram à Justiça comum, utilizando o argumento de que não tiveram a oportunidade de solicitar penas alternativas.
Contexto dos julgamentos no Conselho Deliberativo
O cenário disciplinar no clube tem sido rigoroso. Em junho, os conselheiros Maria Angela, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé perderam seus mandatos devido ao envolvimento no mesmo episódio da invasão. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, justificou que Mario Mello Junior reconheceu sua participação no ato e aceitou a condenação, solicitando apenas que o plenário definisse a dosimetria da pena.
Por outro lado, o vice-presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, adotou uma postura divergente. Responsável por conduzir julgamentos anteriores que resultaram nas expulsões de figuras como Andrés Sanchez e Augusto Melo, Pantaleão defendeu um entendimento distinto sobre o procedimento adotado, questionando a aplicação de uma punição mais leve neste caso específico.
Expulsões confirmadas e outros processos disciplinares
A mesma sessão que definiu a suspensão de Mario Mello Junior também selou o destino de outros membros. Os conselheiros Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, e Marcelo Mariano foram expulsos do quadro social. Ambos tentaram solicitar uma suspensão temporária, nos mesmos moldes aplicados a Mario, mas o pedido foi rejeitado pelo plenário.
As punições de Mané da Carne e Marcelo Mariano possuem motivações distintas. O primeiro respondeu por ameaças à conselheira Suzy Miranda, em 2022, e por denúncias de racismo ocorridas em 2023. Já Marcelo Mariano foi julgado por seu envolvimento no caso VaiDeBet, que culminou em denúncia criminal e no processo de impeachment de Augusto Melo.
Fonte: terra.com.br


































