O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concluiu nesta terça-feira o julgamento referente aos episódios disciplinares ocorridos na partida entre Vitória e Palmeiras, válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, realizado no estádio Barradão, foi marcado por decisões rígidas da arbitragem que resultaram nas expulsões dos atletas Cacá e Luan Cândido, gerando desdobramentos nos tribunais esportivos.
Embora a Procuradoria tenha apresentado denúncias que poderiam resultar em afastamentos prolongados, o tribunal optou por penas mais brandas após a análise detalhada dos lances. A decisão reflete uma interpretação técnica sobre as condutas dos jogadores em campo, equilibrando a necessidade de disciplina com a aplicação das normas previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Suspensões aplicadas a Cacá e Luan Cândido
O zagueiro Cacá foi punido com uma partida de suspensão, decisão tomada por unanimidade pelos auditores. O atleta havia sido expulso aos 37 minutos do primeiro tempo após uma entrada considerada violenta em John Arias. O tribunal enquadrou o jogador no artigo 254 do CBJD, que tipifica a prática de jogada violenta, baseando-se no relato do árbitro Alex Gomes Stefano, que apontou o uso de força excessiva e o contato direto com a sola da chuteira na canela do adversário.
Já o lateral Luan Cândido, que corria risco de uma suspensão entre quatro e seis partidas devido ao gesto interpretado como acusação de roubo contra a arbitragem, recebeu uma pena reduzida. O tribunal desclassificou a denúncia inicial e enquadrou o jogador no artigo 258, que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Com isso, o atleta também cumprirá apenas um jogo de suspensão.
Situação de Maurício e multa ao Vitória
O meia Maurício, do Palmeiras, também foi alvo de análise pelo STJD devido a um lance envolvendo o zagueiro Cacá. Inicialmente condenado por jogada violenta sob o artigo 254 do CBJD, o jogador teve sua pena de suspensão convertida em uma simples advertência pela maioria dos auditores. Com essa resolução, o meia está liberado para atuar normalmente e segue à disposição da comissão técnica para os próximos compromissos do clube no Campeonato Brasileiro.
Além das questões individuais dos atletas, o Esporte Clube Vitória também foi penalizado pelo tribunal. O clube baiano foi condenado por infração ao artigo 191 do CBJD, que regula o cumprimento de normas e regulamentos desportivos. Como consequência, foi aplicada uma multa pecuniária no valor de R$ 10 mil à instituição, encerrando o ciclo de julgamentos sobre o embate.
Fonte: gazetaesportiva.com


































