As 11 cidades americanas que sediaram a Copa do Mundo de 2026 intensificaram a pressão sobre a Fifa para o recebimento de valores que teriam sido prometidos pela entidade máxima do futebol. O impasse gira em torno de uma contribuição de US$ 1 milhão por município, montante que, segundo relatos de executivos locais, foi garantido verbalmente em diversas reuniões, mas que permanece sem previsão de pagamento.
Promessas verbais e o legado do torneio
O cenário de incerteza teve origem após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciar antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025 que a entidade destinaria US$ 1 milhão para cada cidade-sede. O objetivo declarado era financiar a construção de minicampos e projetos sociais, criando um legado duradouro para as comunidades locais. No entanto, um ano após o anúncio, as cidades que receberam os jogos de 2026 questionam a ausência do repasse, ressaltando que arcaram com custos operacionais, de segurança e logística significativamente mais elevados durante os 39 dias de competição.
Discrepância financeira e falta de transparência
A frustração dos gestores locais é agravada pela disparidade entre o valor cobrado e a capacidade financeira da instituição. A Fifa registrou receitas superiores a US$ 15 bilhões no ciclo financeiro entre 2023 e 2026, provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e venda de ingressos. Dirigentes ligados às cidades-sede apontam que o pagamento é considerado modesto diante do volume de recursos gerado pelo evento, mas a entidade optou por não comentar as alegações ou esclarecer o status dos pagamentos.
Pressão política sobre a gestão de Infantino
Este conflito se soma a outros desafios enfrentados por Gianni Infantino. O presidente da Fifa já lida com o desgaste político decorrente do projeto FIFA Forward Enterprise, que visava a exploração comercial das competições da entidade com participação de investidores privados. A proposta enfrentou forte resistência da Uefa e da Concacaf, que criticaram a falta de diálogo e a possibilidade de influência externa no futebol. Diante da repercussão negativa e das críticas de que a Copa do Mundo não estaria à venda, o plano foi retirado, deixando a gestão sob constante vigilância dos membros filiados.
Fonte: gazetaesportiva.com


































