A Federação Paulista de Futebol (FPF) iniciou uma investigação rigorosa para apurar denúncias de injúria racial e homofobia ocorridas durante a partida entre XV de Jaú e Ituano, válida pelo Campeonato Paulista Sub-20. O confronto, realizado na última sexta-feira, 31, no Estádio Zezinho Magalhães, foi marcado por interrupções após o acionamento do protocolo oficial contra a discriminação no esporte.
Ativação do protocolo antirracismo em campo
O incidente principal ocorreu aos 49 minutos do segundo tempo, momento em que o Ituano se preparava para a cobrança de uma falta. O árbitro Nelson Marques da Silva paralisou o jogo após o atacante João Vitor, do Ituano, relatar ter sido alvo de injúria racial proferida pelo zagueiro Eraso, atleta do XV de Jaú.
Diante da denúncia, o árbitro utilizou o sinal de ‘X’, procedimento padrão do Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista. A medida visa garantir que as autoridades técnicas documentem o ocorrido para posterior análise disciplinar. O registro em súmula detalha a acusação de que o jogador teria sido chamado de “macaco” pelo adversário.
Relatos de homofobia nas arquibancadas
Além do episódio envolvendo os atletas, a arbitragem registrou um caso de homofobia vindo das arquibancadas. O assistente Marcelo Zamian de Barros foi alvo de ofensas proferidas por um torcedor presente no estádio. O árbitro relatou que o agressor não pôde ser identificado imediatamente, pois evadiu-se do local ao perceber a movimentação das autoridades.
Embora o auxiliar não tenha registrado boletim de ocorrência, o XV de Jaú informou que disponibilizou dados à FPF para auxiliar na identificação do responsável. O caso reforça a necessidade de monitoramento constante nos estádios para coibir comportamentos discriminatórios que ferem as normas de conduta esportiva.
Posicionamento das entidades e desdobramentos
A FPF emitiu um comunicado oficial repudiando os atos e reafirmando seu compromisso com a inclusão. A entidade declarou que não compactua com qualquer forma de racismo ou violência e que acompanhará de perto a apuração dos fatos junto aos órgãos competentes. O Ituano, por sua vez, confirmou que tomará medidas legais, incluindo a abertura de um boletim de ocorrência.
Após a paralisação, a partida foi retomada e seguiu até os 56 minutos, período marcado por intensas discussões entre os jogadores. O episódio segue sob análise da Federação Paulista de Futebol, que deve aplicar as sanções cabíveis conforme o regulamento da competição e as leis vigentes.
Fonte: uol.com.br
































