A disputa jurídica envolvendo o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, ganhou um novo capítulo com o pedido de afastamento do promotor Cássio Conserino das investigações sobre supostos desvios de materiais esportivos. A defesa do dirigente alega falta de imparcialidade por parte do representante do Ministério Público, enquanto o promotor refuta as acusações e defende a lisura de sua atuação no caso, que ficou conhecido como “Caso Nike”.
Argumentos da defesa e questionamentos sobre imparcialidade
Os advogados de Armando Mendonça protocolaram o pedido à Justiça sustentando que o promotor teria ultrapassado os limites de sua função institucional. A defesa aponta que publicações em redes sociais, declarações públicas e a participação de Cássio Conserino em eventos ligados ao clube seriam indícios de um envolvimento pessoal que comprometeria a neutralidade necessária para a condução do inquérito.
Além da solicitação de afastamento, a defesa requer a anulação da denúncia apresentada pelo Ministério Público e de todos os atos processuais praticados pelo promotor até o momento. Os advogados argumentam ainda que foram realizadas apurações paralelas, sem o devido conhecimento da defesa, que teriam servido de base para tornar o vice-presidente réu na ação penal.
Resposta do Ministério Público e histórico das apurações
Em sua manifestação oficial à Justiça, Cássio Conserino negou qualquer interesse pessoal na investigação. O promotor esclareceu que recebeu o caso por meio de distribuição eletrônica em julho de 2025 e ressaltou que, embora seja torcedor do clube e integrante do programa Fiel Torcedor, nunca frequentou as dependências administrativas da instituição antes do início das apurações.
O promotor destacou que seu trabalho tem abrangido gestões distintas do Corinthians, incluindo nomes como Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. Segundo ele, o alcance das investigações demonstra que não houve favorecimento a qualquer grupo político, reforçando que todas as medidas adotadas seguem os trâmites legais previstos para o caso.
Desdobramentos e medidas complementares
O “Caso Nike” teve origem após uma auditoria interna apontar falhas no controle de materiais fornecidos ao clube. O Ministério Público mantém o foco na apuração de possíveis desvios ocorridos no Parque São Jorge e no CT Joaquim Grava. O promotor informou que, além da esfera criminal, acionou outros órgãos para aprofundar a investigação sobre a gestão do clube.
Entre as medidas citadas por Cássio Conserino estão o envio de solicitações ao Ministério Público do Patrimônio Público e Social, à Receita Federal e à Polícia Federal. O objetivo é verificar possíveis irregularidades tributárias, sonegação fiscal e o uso indevido de cartões corporativos. O pedido de afastamento agora aguarda análise do Poder Judiciário, enquanto o processo principal segue em tramitação. Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, consulte o portal UOL.
Fonte: uol.com.br


































