A trajetória de Ousmane Dembélé na atual edição da Copa do Mundo chegou a um desfecho melancólico. Após a eliminação da França na semifinal, derrotada pela Espanha por 2 a 0 em Dallas, o atacante tornou-se o mais recente protagonista a sucumbir diante de uma das superstições mais persistentes do futebol mundial: a chamada “maldição” da Bola de Ouro.
O fenômeno estatístico aponta que nenhum jogador conseguiu conquistar o título mundial logo após ter sido eleito o melhor do mundo pela revista France Football. Apesar de chegar ao torneio com o status de atual detentor do prêmio, o francês não conseguiu conduzir sua seleção ao tricampeonato, encerrando seu sonho de levantar a taça nesta edição.
O peso da história e a marca de Dembélé
O desempenho individual de Dembélé no torneio não foi desprovido de brilho, acumulando cinco gols ao longo da competição. O ponto alto de sua participação ocorreu durante a expressiva goleada por 4 a 1 sobre a Noruega, na fase de grupos, partida na qual o atacante anotou um hat-trick. Mesmo com a queda na semifinal, o jogador ainda terá a oportunidade de encerrar sua participação em campo no próximo sábado, na disputa pelo terceiro lugar.
A eliminação na fase semifinal coloca o francês em uma lista histórica que inclui nomes lendários como Eusébio, premiado em 1965, e Michel Platini, vencedor em 1985. Ambos também viram suas seleções serem eliminadas exatamente nesta etapa nas Copas de 1966 e 1986, respectivamente, reforçando a longevidade desse infortúnio estatístico.
Precedentes e a complexidade do prêmio
A discussão sobre a maldição ganhou contornos curiosos em 2022, quando Lionel Messi esteve próximo de romper o tabu. Embora tenha vencido a Bola de Ouro de 2021, o calendário atípico da Copa do Mundo no Qatar, realizada em dezembro, fez com que a premiação daquele ano fosse entregue a Karim Benzema antes do início do Mundial. Dessa forma, o status de “melhor do mundo em vigor” pertencia ao centroavante francês, e não ao argentino.
Outros craques do futebol mundial também bateram na trave ao tentarem conciliar o troféu individual com o título de seleções. Jogadores como Gianni Rivera, Johan Cruyff, Karl-Heinz Rummenigge, Roberto Baggio e Ronaldo alcançaram a final da Copa do Mundo no ano seguinte ao recebimento da Bola de Ouro, mas acabaram terminando a competição como vice-campeões, conforme detalhado em registros históricos da Fifa.
Fonte: uol.com.br


































