A Federação Italiana de Futebol (FIGC) oficializou neste sábado a contratação de Paolo Maldini para o cargo de diretor técnico da seleção nacional. A decisão marca uma tentativa estratégica da entidade em reestruturar o futebol do país após um período de instabilidade e resultados frustrantes em competições internacionais.
O ex-defensor, ícone do Milan, contará com o suporte do brasileiro Leonardo, que atuará como consultor. A dupla, que já compartilhou vestiário durante a carreira como atleta, assume o desafio de conduzir a reestruturação técnica da equipe, que acumula ausências consecutivas em edições da Copa do Mundo.
A trajetória de Maldini na gestão esportiva
Com 58 anos, Paolo Maldini traz para a federação uma bagagem de 126 partidas disputadas pela seleção italiana. Sua experiência recente inclui quatro anos de atuação como dirigente no Milan, clube onde construiu toda a sua trajetória profissional e conquistou sete títulos da Serie A.
O contrato assinado pelo ex-jogador tem vigência estipulada até 2028. A chegada de Maldini ocorre em um momento de transição política na entidade, sob a gestão do presidente Giovanni Malagò, eleito no mês passado após sua atuação no comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
Reestruturação após a saída de Gattuso
Uma das prioridades imediatas de Maldini será a busca por um novo treinador para a seleção. O posto ficou vago após a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o comando técnico depois da derrota para a Bósnia, nos pênaltis, durante a repescagem realizada em março.
A eliminação na repescagem impediu a participação dos tetracampeões mundiais no principal torneio de seleções pela terceira vez consecutiva. O cenário gerou forte pressão popular e política sobre a federação, culminando na renúncia de Gabriele Gravina em abril, que antecedeu a eleição de Malagò.
O papel de Leonardo na consultoria
A colaboração com Leonardo visa integrar uma visão técnica complementar ao trabalho de Maldini. A federação confirmou que o brasileiro atuará diretamente como consultor, auxiliando nas decisões estratégicas e no planejamento de longo prazo para o futebol italiano.
A oficialização foi feita por meio de um comunicado da FIGC, destacando a confiança da presidência no projeto liderado pela dupla. O objetivo central é devolver a competitividade à seleção italiana nos palcos globais, superando o desgaste institucional dos últimos anos.
Fonte: uol.com.br


































