A empresa 777 Partners LLC ingressou com uma interpelação judicial na Justiça de São Paulo contra o advogado Jorge Luiz Barbieri Gallo, do escritório Campos Mello Advogados. A medida, protocolada em 10 de agosto de 2026, busca esclarecimentos sobre a exposição de documentos confidenciais em uma ação monitória na qual o escritório cobra cerca de R$ 740 mil em honorários advocatícios.
Questionamentos sobre a exposição de dados sigilosos
A controvérsia central gira em torno da apresentação de e-mails, faturas e registros processuais que, segundo a 777 Partners, deveriam estar protegidos por sigilo. A empresa questiona a necessidade técnica da juntada de tais documentos e por que não houve, desde a distribuição da demanda, o pedido de segredo de justiça, conforme previsto no Código de Processo Civil.
A interpelação judicial elenca 12 perguntas formais direcionadas ao advogado. Entre os pontos levantados, a empresa busca entender se houve uma avaliação prévia de risco quanto à divulgação pública dessas informações e se o vazamento teria sido uma estratégia deliberada para forçar um acordo financeiro entre as partes envolvidas.
Investigação sobre possíveis danos e condutas
Outro aspecto relevante da interpelação é a preocupação com a disseminação de dados sigilosos para órgãos de imprensa e terceiros. A 777 Partners indaga se houve contato direto com jornalistas ou assessorias de comunicação e se o escritório possui consciência dos danos causados pela exposição pública de informações sensíveis.
A empresa também busca apurar se outros membros do Campos Mello Advogados tinham conhecimento da prática ou se houve incentivo de adversários empresariais para a exposição dos documentos. O questionamento se estende à capacidade financeira do advogado para reparar eventuais danos decorrentes do vazamento, além de verificar se houve auxílio de outros profissionais no episódio.
Contexto jurídico e desdobramentos processuais
É importante ressaltar que a interpelação judicial não implica, neste momento, o reconhecimento de culpa ou a confirmação das alegações por parte do Poder Judiciário. O instrumento jurídico serve como um meio de obter esclarecimentos formais, que poderão subsidiar futuras ações de reparação ou procedimentos disciplinares contra os responsáveis pela exposição dos dados.
O caso, que envolve disputas contratuais e sigilo profissional, segue sob análise dos tribunais. Para mais detalhes sobre o funcionamento das normas de sigilo no sistema judiciário brasileiro, consulte o Código de Processo Civil.
Fonte: netvasco.com.br
































