A trajetória de Marrocos no torneio mundial chegou ao fim nas quartas de final, após uma derrota por 2 a 0 para a França, em partida realizada em Boston na última quinta-feira. Apesar do revés diante dos franceses, a seleção marroquina consolidou seu nome na história do futebol ao alcançar, pela segunda vez consecutiva, a fase de quartas de final, um feito inédito para uma nação africana.
O desempenho da equipe ao longo da competição, que incluiu a eliminação da Holanda e uma atuação competitiva contra o Brasil na fase de grupos, superou as expectativas iniciais. O cenário de incertezas que cercava o time, devido à troca de comando técnico apenas três meses antes do início dos jogos, foi dissipado pela transição conduzida por Mohamed Ouahbi, que assumiu o posto após o sucesso nas categorias de base.
Consolidação técnica e o legado de Mohamed Ouahbi
A ascensão de Mohamed Ouahbi ao cargo de técnico da seleção principal trouxe um novo fôlego ao elenco. Vindo de uma conquista expressiva na Copa do Mundo Sub-20 no ano anterior, o treinador conseguiu imprimir uma identidade coesa ao grupo, mesmo em um período curto de preparação. A aposta na juventude e no talento individual foi o pilar que sustentou a campanha marroquina até o estágio avançado do torneio.
Após a eliminação, o treinador reforçou a necessidade de manter o desenvolvimento dos jogadores para os próximos ciclos. O foco agora se volta para a construção de um projeto sustentável, capaz de elevar o nível competitivo da seleção para os desafios continentais e globais que se aproximam.
Preparação estratégica para o mundial em casa
O horizonte de Marrocos está agora definido pela organização da Copa do Mundo de 2030. Como co-anfitrião ao lado de Portugal e Espanha, o país já possui vaga garantida na competição, o que permite um planejamento de longo prazo. A estratégia da federação local é utilizar os próximos anos para amadurecer o elenco e consolidar a estrutura tática necessária para buscar o título inédito em solo africano.
O caminho até 2030, contudo, exige cautela. O técnico Mohamed Ouahbi reconhece a pressão inerente ao cargo no continente africano, onde a estabilidade costuma ser testada pelo desempenho em torneios regionais. A gestão da equipe passará obrigatoriamente por duas edições da Copa Africana das Nações, em 2027 e 2028, que servirão como termômetros para a evolução do grupo.
Desafios continentais e a busca por títulos
A experiência recente do antecessor, Walid Regragui, serve como alerta sobre a volatilidade do ambiente futebolístico local. A cobrança por resultados imediatos, evidenciada após a final da Copa das Nações em Rabat, em janeiro, impõe um ritmo de trabalho rigoroso. O objetivo declarado é garantir que a seleção não apenas participe, mas que seja protagonista em todas as competições que disputar.
Para mais detalhes sobre o panorama do futebol internacional, acompanhe as atualizações da FIFA. O foco da comissão técnica permanece na formação de uma equipe capaz de alimentar os sonhos da torcida marroquina, transformando o potencial demonstrado em troféus concretos antes do grande evento de 2030.
Fonte: uol.com.br


































