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Fluminense atinge marca histórica de posse de bola mas sofre com baixa eficiência ofensiva

Fluminense atinge marca histórica de posse de bola mas sofre com baixa eficiência ofensiva

O Fluminense tem conseguido impor seu ritmo e controlar as partidas recentes, mas a equipe ainda esbarra na falta de contundência no terço final do campo. A vitória por 2 a 1 sobre o Internacional, disputada no Maracanã, evidenciou esse contraste ao registrar 76% de posse de bola para o Tricolor. O índice representou a sexta maior marca da história do clube no Campeonato Brasileiro, consolidando um padrão tático de amplo domínio territorial.

Apesar da superioridade com a bola nos pés, os números revelam uma dificuldade recorrente em transformar o volume de jogo em gols. Nos últimos cinco compromissos, a equipe ultrapassou a marca de 70% de posse em três oportunidades, mas obteve resultados bem distintos. Além do triunfo sobre os colorados, o time acumulou estatísticas expressivas de controle que acabaram não se traduzindo em vitórias sólidas dentro das quatro linhas.

Domínio territorial e a baixa conversão de finalizações

Nas partidas em que o domínio da posse de bola foi acentuado, a equipe comandada por Marcão apresentou problemas claros na pontaria. Nos duelos contra Chapecoense e Palmeiras, por exemplo, o volume ofensivo resultou em 25 finalizações ao longo dos confrontos. No entanto, apenas nove chutes acertaram o alvo, e somente dois terminaram no fundo das redes adversárias.

Essa estatística evidencia que o controle da partida tem sido estéril em momentos cruciais, gerando desgaste físico sem a recompensa no placar. A falta de agressividade na conclusão das jogadas deixa o time vulnerável a contra-ataques e impede que a superioridade técnica seja convertida em tranquilidade durante o andamento dos confrontos.

Desempenho do setor ofensivo e a escassez de gols dos atacantes

Outro ponto que acende o sinal amarelo nos bastidores é a baixa participação dos centroavantes e pontas na artilharia recente. Em uma sequência de cinco jogos na qual balançou as redes adversárias seis vezes, apenas dois tentos foram anotados por jogadores de frente, com participações pontuais de Castillo e Wesley Natá.

O restante da produção ofensiva ficou distribuído entre atletas de outras posições, com destaque para Hércules, que lidera o recorte com dois gols marcados. Nomes como Lucho Acosta e Guga também contribuíram individualmente, mostrando que a responsabilidade de marcar tem recaído sobre o meio-campo e a defesa.

Busca por eficiência na reta final do campeonato

Com a reta final do Brasileirão em andamento e a disputa acirrada por uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores, o ajuste no sistema ofensivo tornou-se prioridade absoluta. O desafio é alinhar o controle técnico das partidas a uma postura mais implacável na hora de finalizar as jogadas criadas.

A busca por essa resposta imediata passa pelo próximo compromisso agendado para o Barradão, onde o Tricolor tentará demonstrar maior poder de fogo para consolidar suas pretidões na tabela de classificação.

Fonte: netflu.com.br

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