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Famílias de detentos protestam e exigem justiça em El Salvador

Parentes de pessoas detidas sob o polêmico estado de exceção em El Salvador reuniram-se na catedral metropolitana de San Salvador no sábado para deixar oferendas aos detentos que morreram atrás das grades, exigindo justiça e respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos.

Os participantes chegaram carregando flores amarelas e vermelhas, faixas e fotografias de familiares presos. Dentro da catedral da capital, o grupo ajoelhou-se em oração ao redor do túmulo do arcebispo Oscar Arnulfo Romero e depositou flores no local sagrado.

Manifestação e memória na catedral metropolitana

Na escadaria da catedral, o grupo realizou uma manifestação em homenagem aos mortos e em memória dos familiares que ainda continuam detidos. Muitos dos presentes relataram que não tiveram qualquer contato com seus parentes desde a prisão, vivendo na incerteza sobre a sobrevivência deles.

A agricultora Natalia Funes compareceu ao ato na esperança de encontrar respostas sobre seu filho preso. Segundo relatos, o jovem foi detido em julho de dois mil e vinte e dois e permanece em regime de incomunicabilidade desde então, sem que a família tenha visto seu rosto ou recebido notícias.

Impacto das prisões e dados de direitos humanos

O estado de exceção no país, imposto pela administração do presidente Nayib Bukele há quatro anos, resultou na detenção de mais de noventa mil pessoas pelas forças de segurança. Organizações de direitos humanos como a Cristosal registram centenas de mortes nas prisões salvadorenhas sob esse regime jurídico.

Com o temor constante de que os detentos se tornem estatísticas de óbitos no sistema prisional, parentes aproveitaram a data comemorativa do Dia dos Mortos para dar visibilidade às denúncias de abusos e cobrar transparência das autoridades estatais.

Luta por liberdade e julgamentos justos

Durante o ato público, representantes de movimentos sociais reforçaram a urgência de garantir processos legais transparentes e o direito de defesa para os cidadãos que seguem encarcerados sem condenação formal.

As manifestantes destacaram que a mobilização serve para manter viva a memória das pessoas inocentes que perderam a vida durante a vigência das medidas excepcionais de segurança, reiterando a cobrança por respostas efetivas do governo.

Fonte: terra.com.br

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