O Índice Geral de Preços-Mercado registrou alta de 1,47% no mês de outubro, recuando em relação ao avanço de 1,57% observado no mês anterior. A divulgação foi realizada pela Fundação Getulio Vargas e indicou um comportamento abaixo das projeções apontadas por levantamentos especializados do mercado financeiro.
Com o indicador apurado no período, o acumulado nos últimos doze meses passou a atingir o patamar de 5,24%. O resultado demonstrou uma perda de fôlego em importantes segmentos econômicos que compõem o cálculo principal da inflação de atacado e varejo.
Desaceleração no atacado e influência dos produtos agropecuários
O Índice de Preços ao Produtor Amplo apresentou elevação de 1,93% no período analisado, desacelerando frente ao resultado de 2,08% verificado anteriormente. O comportamento menos intenso decorreu principalmente da alta moderada dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29% ante o índice superior registrado no mês passado.
Entre os itens que lideraram essa movimentação de baixa ou menor ritmo no setor de atacado destacaram-se as cotações do milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa. A moderação nesses preços ajudou a conter uma pressão maior sobre o índice geral apurado pela instituição.
Comportamento dos preços ao consumidor e energia elétrica
O Índice de Preços ao Consumidor também apresentou perda de ritmo, registrando alta de 0,45% no décimo mês do ano, comparado à elevação de 0,50% apurada no período precedente. O recuo foi influenciado de maneira expressiva pela queda nas tarifas de energia elétrica residencial.
Apesar da trégua na conta de luz, o cenário para o consumidor manteve pontos de atenção devido ao encarecimento de alimentos frescos. O grupo de hortaliças e legumes apresentou aceleração mensurável, impulsionada por condições climáticas desfavoráveis que restringiram a oferta de produtos no campo.
Evolução nos custos da construção civil
Enquanto os setores de atacado e consumo registraram arrefecimento, o Índice Nacional de Custo da Construção apresentou trajetória contrária e acelerou o ritmo no período. O indicador subiu 0,35%, superando o percentual de 0,25% verificado na medição anterior.
O cálculo oficial do índice abrange a captação de preços direcionados a produtores, consumidores e subsetores da construção civil, considerando o intervalo de apuração entre os dias vinte e um do mês antecedente e vinte do mês de referência.
Fonte: terra.com.br

































