
Posicionamento oficial do Real Madrid contra o racismo
O Real Madrid emitiu um comunicado oficial expressando repúdio absoluto às declarações de teor racista proferidas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante Kylian Mbappé. O clube espanhol classificou a postura da parlamentar como imprópria para um representante político e reafirmou seu compromisso com a defesa do jogador.
Em nota, a instituição destacou que o futebol deve servir como uma plataforma para a igualdade e a solidariedade. O clube reforçou que continuará atuando para erradicar o racismo, a xenofobia e a violência, sublinhando que comportamentos que incitam o ódio não possuem espaço na sociedade contemporânea.
A origem da controvérsia e os ataques
As ofensas ocorreram após o confronto entre as seleções da França e do Paraguai, realizado no sábado (4). A senadora utilizou a rede social X para atacar a aparência e a origem do atleta, motivada por um gesto de Mbappé durante a partida, quando o jogador ignorou um cumprimento do goleiro Orlando Gill.
Nas publicações, Celeste Amarilla utilizou termos depreciativos e de cunho racista para descrever o atacante. A parlamentar chegou a questionar a identidade do jogador e a proferir ataques diretos à sua trajetória pessoal, gerando uma onda de críticas imediatas pela gravidade das ofensas proferidas por uma autoridade pública.
Resposta de Mbappé e desdobramentos legais
Na segunda-feira (6), Kylian Mbappé utilizou suas redes sociais para responder aos ataques. O jogador classificou a senadora como uma figura desprezível e indigna de sua função, afirmando que ela não representa o povo paraguaio, que demonstrou honra durante a competição. O atacante lamentou que a postura da parlamentar tenha ofuscado o desempenho esportivo de sua seleção.
Após a ampla repercussão negativa, a senadora apagou as postagens originais. Contudo, em uma nova manifestação, Celeste Amarilla ameaçou processar o jogador por suposta violência de gênero, caso ele não se retrate publicamente. O caso segue gerando debates sobre os limites da imunidade parlamentar e a responsabilidade de figuras públicas em ambientes digitais, conforme reportado pelo UOL.
Fonte: uol.com.br
































