Duas empresas chinesas decidiram encerrar parcerias comerciais com Kylian Mbappé após a repercussão de declarações do atacante sobre um meme que o associa a um ditador chinês. A polêmica ganhou força com a circulação de um trecho de programa de TV francês nas redes sociais.
O episódio gerou reações imediatas no mercado asiático e sanções institucionais que envolveram até a transmissão de competições de futebol. As companhias locais aplicaram políticas de tolerância zero diante do caso.
Repercussão e rompimento comercial na China
A fabricante de laticínios Mengniu anunciou o encerramento imediato de toda a cooperação com o atleta. A empresa afirmou publicamente que adota tolerância zero contra quaisquer palavras ou ações capazes de ofender os sentimentos do povo chinês.
No mesmo sentido, a fabricante de bebidas Dongpeng comunicou o fim do acordo de patrocínio com o jogador. A companhia destacou em nota oficial que repudia qualquer manifestação contrária aos sentimentos nacionais e agradeceu a atenção dos consumidores e da mídia.
Impacto nas transmissões e La Liga
A televisão estatal CCTV suspendeu as exibições da liga espanhola de futebol e de partidas associadas ao atacante. A medida também contemplou a retirada de anúncios e vídeos publicitários estrelados pelo atleta em solo chinês.
Diante da crise diplomática e comercial, o presidente da La Liga, Javier Tebas, publicou um pedido formal de desculpas. O dirigente lamentou profundamente os comentários e ressaltou que a entidade trabalha para reparar os danos causados à relação com o país asiático.
Origem do meme e histórico
As montagens que comparam a fisionomia do jogador a ditadores circulam digitalmente desde o ano passado. O fenômeno se intensificou durante eventos esportivos globais, contando inclusive com menções bem-humoradas de colegas de seleção e comissão técnica no passado. Para mais informações sobre o desdobramento de acordos esportivos internacionais, consulte a cobertura do The New York Times.
Fonte: uol.com.br


































