O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, apontou o uso da máquina pública por prefeitos aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro para dificultar o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais. Em transmissão realizada pelas redes sociais, o ministro classificou o corte na circulação de veículos de transporte coletivo em diferentes municípios como uma tentativa deliberada de obstruir a participação popular no pleito.
As denúncias ganharam repercussão diante de registros sobre a diminuição de ônibus em cidades como Salvador, São Paulo e Petrópolis. Diante da situação em território baiano, o Tribunal Regional Eleitoral exigiu o restabelecimento imediato da frota sob pena de sanções financeiras severas, enquanto medidas judiciais específicas foram adotadas contra autoridades locais envolvidas no setor de mobilidade urbana.
Ações judiciais e medidas de fiscalização
Durante a transmissão ao vivo, Guilherme Boulos informou que a equipe jurídica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou instâncias da Justiça para solicitar a ampliação do prazo de votação em locais afetados pela escassez de transporte. O objetivo central é assegurar que nenhum cidadão seja privado do direito ao sufrágio devido a falhas operacionais ou restrições impostas de última hora no sistema de transporte público.
A coordenação política montou uma estrutura específica voltada ao monitoramento e recebimento de alertas enviados por cidadãos e fiscais espalhados pelo país. A mobilização busca registrar irregularidades e protocolar pedidos formais de investigação junto aos órgãos competentes para apurar responsabilidades administrativas e criminais decorrentes da retenção de frotas municipais.
Histórico de embates e repercussão política
O ministro resgatou episódios passados de contestações sobre a atuação de forças de segurança e órgãos federais em pleitos anteriores, mencionando o caso envolvendo a Polícia Rodoviária Federal no Nordeste. Para o governo, as atuais ocorrências refletem um padrão repetido de barreiras operacionais estruturadas por opositores em momentos decisivos do processo democrático.
As prefeituras citadas nos processos de fiscalização apresentaram justificativas administrativas para a alteração na circulação dos veículos, incluindo adequações logísticas para a aplicação de materiais de propaganda institucional e eleitoral. No entanto, as instâncias fiscalizadoras mantiveram o rigor na checagem dos dados operacionais repassados pelas empresas concessionárias de transporte urbano.
Fonte: terra.com.br

































