A temporada 2026 da NASCAR Brasil entra em sua fase decisiva com um marco histórico para o automobilismo nacional. Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, o Autódromo Internacional de Chapecó “Márcio Vaccaro”, no Oeste de Santa Catarina, recebe a oitava etapa do campeonato. O evento é duplamente significativo: marca a estreia da categoria no traçado oval do circuito e dá início à disputa dos Playoffs, onde a consistência será fundamental para os postulantes ao título.
O novo complexo, que ocupa uma área de 708 mil metros quadrados, apresenta um desafio técnico inédito para as equipes. Com 1.452 metros de extensão, o oval de Chapecó exige um acerto de carro específico, equilibrando a performance nas retas com a estabilidade necessária nas curvas. A adaptação rápida ao asfalto e a leitura precisa das trajetórias serão diferenciais competitivos na busca pela vitória nesta etapa inaugural.
Pilotos catarinenses correm em casa na estreia do oval
Para diversos competidores, a etapa ganha contornos emocionais e estratégicos por ocorrer em solo catarinense. Entre os nomes que buscam o topo do pódio diante de familiares e amigos estão os chapecoenses Felipinho Tozzo e Juninho Berlanda, além de Jorge Martelli, natural de Coronel Freitas, e Bruna Tomaselli, de Caibi. O grupo de pilotos da região também conta com Alfredinho Ibiapina e Gui Backes, que possuem fortes vínculos com o estado.
Bruna Tomaselli, que participou do evento-teste no autódromo, destaca que o traçado é técnico e oferece boas oportunidades de ultrapassagem. Para ela, a experiência prévia no local é uma vantagem, embora a intensidade de uma corrida oficial de Playoffs exija ajustes constantes. A piloto da Pole Motorsport enfatiza que correr próximo de casa é a realização de um sonho, especialmente pelo apoio do público local.
Desafios técnicos e a estratégia para os Playoffs
O sentido horário do oval de Chapecó impõe uma mudança de paradigma para os pilotos, acostumados majoritariamente a circuitos com curvas para a esquerda. Alfredinho Ibiapina ressalta que essa característica exige uma preparação intensa no simulador para entender o comportamento dinâmico do carro. O foco agora é maximizar a pontuação sem correr riscos desnecessários que comprometam a sequência do campeonato.
A estratégia das equipes será colocada à prova desde a classificação. Em um traçado oval, a posição de largada é um fator determinante para evitar o tráfego e manter o ritmo de prova. O trabalho conjunto entre pilotos e engenheiros será o fiel da balança para encontrar o equilíbrio ideal, garantindo que o conjunto mecânico suporte a exigência das altas velocidades durante as três corridas programadas para o fim de semana.
Após a etapa de Santa Catarina, a NASCAR Brasil segue para a grande final em Brasília, marcada para o dia 29 de novembro. A expectativa é que o desempenho em Chapecó defina os favoritos ao título, elevando a pressão sobre os competidores. Mais informações sobre o calendário e a classificação atualizada podem ser acompanhadas pelo portal oficial motorsport.uol.com.br.
Fonte: motorsport.uol.com.br

































