Representantes da Meta reuniram-se nesta quinta-feira com a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tratar do aperfeiçoamento de filtros em ferramentas de inteligência artificial. O encontro focou no funcionamento do assistente Meta AI, que opera nas plataformas Instagram, WhatsApp e Facebook, visando mitigar riscos durante o período eleitoral brasileiro.
Ajustes técnicos na Meta AI e integridade do pleito
O diálogo entre a companhia e os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça buscou alinhar as ferramentas tecnológicas da empresa às normas eleitorais vigentes. O TSE reforçou que o objetivo central das tratativas é garantir a paridade de armas entre os candidatos, assegurando que o eleitor possa exercer seu direito de escolha sem interferências indevidas.
A empresa admitiu que, durante a semana, as campanhas foram impactadas pela geração de conteúdos via inteligência artificial considerados inadequados. Em resposta, a Meta comprometeu-se a intensificar os esforços técnicos para aprimorar os filtros de segurança de sua tecnologia, conforme informações oficiais da corte.
Regras para canais de WhatsApp e impulsionamento
Durante a reunião, o uso dos canais de WhatsApp para a disseminação de propaganda eleitoral foi um dos pontos de maior atenção. A empresa esclareceu que, de acordo com suas políticas internas, as mensagens enviadas por meio desses canais não possuem criptografia de ponta a ponta, o que permite maior monitoramento e controle sobre o fluxo de informações.
Além disso, a Meta firmou o compromisso de vedar o impulsionamento de conteúdos eleitorais que sejam financiados com moeda estrangeira. A medida visa impedir a influência externa no processo democrático, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo tribunal para o segundo turno da eleição presidencial.
Fonte: terra.com.br

































