O ex-zagueiro Leandro Castan deu um novo passo na disputa jurídica contra o Vasco da Gama ao protocolar um pedido de habilitação retardatária de crédito no processo de recuperação judicial do clube. A solicitação busca o recebimento de valores que, somados, atingem a marca de aproximadamente R$ 3,2 milhões, referentes a pendências financeiras estabelecidas após sua saída da instituição.
Origem da dívida e detalhes do acordo
O montante pleiteado pelo ex-atleta é dividido em duas frentes principais. A maior parte, cerca de R$ 2.975.428,72, refere-se à Castan Assessoria Esportiva, empresa responsável pela gestão de imagem do jogador. Adicionalmente, há uma cobrança de R$ 285.074,37 destinada ao advogado João Henrique Chiminazzo, que representa os interesses de Castan e de outros profissionais do futebol.
A origem da dívida remonta a um acordo firmado em 2022, durante a rescisão contratual entre as partes. Na ocasião, o clube reconheceu um débito de R$ 2 milhões, que deveria ser quitado em 66 parcelas. O contrato previa a incidência de juros e multa em caso de inadimplência, cenário que se concretizou após o pagamento de apenas duas parcelas pelo clube.
Trâmite jurídico e exclusão da lista de credores
Em janeiro de 2025, o ex-jogador iniciou uma execução extrajudicial para exigir o cumprimento do pagamento. O processo, contudo, sofreu atrasos devido à demora na expedição de certidões necessárias, um trâmite que perdurou por 15 meses. Esse intervalo fez com que o crédito não fosse incluído na relação inicial de credores apresentada pelo clube no processo de recuperação judicial.
Em declaração recente à ESPN, no dia 1 de outubro, Leandro Castan comentou sobre a situação. O ex-zagueiro afirmou que o caso está sob responsabilidade de seus advogados e destacou o impacto da inadimplência não apenas para os atletas, mas também para os funcionários do clube.
Contexto da SAF e novas movimentações financeiras
O Vasco, que ainda não foi formalmente citado nesta nova etapa do processo, atravessa um período de transição societária. Recentemente, o clube encaminhou a venda de sua SAF para a Almirante Participações, empresa controlada por Marcos Lamacchia. O empresário é filho de José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras.
O acordo de venda da SAF prevê a criação de um seguro bancário no valor de R$ 324 milhões. Este montante foi estruturado para ser equivalente ao total da dívida que o clube possui dentro da recuperação judicial, buscando garantir maior segurança jurídica e financeira para a operação.
Fonte: netvasco.com.br

































