O presidente da Fifa, Gianni Infantino, formalizou um pedido de desculpas durante uma reunião do conselho executivo da entidade. O gesto ocorre em meio a uma crise interna gerada pela proposta de criação de uma subsidiária, a Fifa Forward Entreprise, que visava gerir ativos comerciais e competições, incluindo a possibilidade de venda de ações vinculadas à Copa do Mundo.
Críticas e questionamentos sobre a governança
Apesar do pedido de desculpas, a postura de Gianni Infantino foi alvo de duras críticas por parte de dirigentes presentes. A presidente da Federação Inglesa, Debbie Hewitt, questionou a aptidão do mandatário para o cargo, destacando a ausência de respostas concretas sobre os pontos polêmicos do projeto. Segundo ela, a falta de transparência sobre o negócio é um entrave para a continuidade da gestão.
O presidente da Federação Alemã, Bernd Neuendorf, também manifestou ceticismo. Para o dirigente, o pedido de desculpas não foi motivado por uma reflexão sobre o mérito do projeto, mas sim pelo fato de a iniciativa ter sido conduzida à revelia do conselho, sem a devida consulta ou participação dos membros responsáveis.
Estrutura e objetivos da Fifa Forward Entreprise
A Fifa Forward Entreprise foi desenhada para atuar como uma subsidiária focada na gestão comercial e na organização de torneios. O plano previa a venda de participações minoritárias no mercado, com uma avaliação estimada em US$ 20 bilhões. A entidade projetava captar cerca de US$ 4,2 bilhões através dessa operação financeira.
Entre os nomes associados às negociações estava Joshua Kushner, empresário e irmão do genro de Donald Trump. A promessa da gestão de Gianni Infantino era de que a movimentação resultaria em um aumento significativo nos repasses financeiros às federações filiadas, com pagamentos que poderiam chegar a R$ 102 milhões por país membro entre 2027 e 2030.
Pressão política e recuo da entidade
O caso intensificou o desgaste político de Gianni Infantino, especialmente após a realização da Copa do Mundo. Confederações de peso, como a Uefa, a Concacaf e as federações asiáticas, posicionaram-se contrárias ao projeto. Diante da ampla resistência e do movimento de oposição, o presidente da Fifa optou por extinguir a ideia da empresa.
A Fifa confirmou, por meio de nota oficial, que advogados foram convocados para prestar esclarecimentos técnicos durante a reunião. O episódio permanece como um ponto de instabilidade na trajetória do dirigente, que busca a reeleição em um cenário de crescente cobrança por transparência e governança corporativa. Mais detalhes sobre a estrutura da entidade podem ser consultados no portal oficial da Fifa.
Fonte: uol.com.br


































