A participação do Caracas na Conmebol Libertadores Feminina tornou-se uma incógnita poucas horas antes do início da competição. O clube venezuelano, que integra o Grupo A ao lado do Corinthians, enfrenta sérios problemas diplomáticos e burocráticos para obter os vistos necessários para ingressar no Equador, país-sede do torneio continental.
Impasses na emissão de vistos para o Equador
Em comunicado oficial, a diretoria do clube venezuelano afirmou ter cumprido rigorosamente todos os trâmites, exigências e prazos estabelecidos pelos órgãos governamentais equatorianos. Apesar da conformidade com os procedimentos, a delegação segue sem uma resposta definitiva das autoridades locais, o que impede o deslocamento da equipe para o início das atividades esportivas.
O clube manifestou profundo descontentamento com a situação, destacando que o entrave é de natureza administrativa e alheio ao desempenho esportivo. A instituição ressaltou que a equipe conquistou legitimamente o direito de representar a Venezuela na competição após um longo período de preparação e esforço das atletas.
Impacto no calendário e na fase de grupos
A incerteza coloca em risco a estreia da equipe, que estava programada para ocorrer contra o Independiente Santa Fe, da Colômbia, em Quito. O calendário do torneio prevê ainda um confronto direto contra o Corinthians, válido pela segunda rodada da fase de grupos, marcado para o próximo domingo.
A diretoria do Caracas informou que mantém diálogo constante com a Conmebol e com a Federação Venezuelana de Futebol na tentativa de reverter o cenário nas próximas horas. O objetivo é encontrar uma solução diplomática que permita a entrada das jogadoras no país e garanta a integridade do cronograma da Conmebol.
Compromisso com o futebol feminino
Mesmo diante da crise, a agremiação reafirmou seu compromisso inabalável com o desenvolvimento da modalidade no país. O clube declarou que continuará trabalhando com orgulho e dedicação para que o futebol feminino venezuelano tenha o devido destaque no cenário sul-americano, caso a participação seja viabilizada a tempo.
Fonte: uol.com.br


































