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Omar Román: o elo argentino que uniu as torcidas de Vasco e Boca Juniors

Omar Román: o elo argentino que uniu as torcidas de Vasco e Boca Juniors

A semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors transcende a rivalidade histórica entre Brasil e Argentina. O confronto, que coloca frente a frente dois gigantes do futebol sul-americano, é marcado por uma amizade de quatro décadas, consolidada graças à trajetória de vida de Omar Román, um torcedor argentino radicado no Rio de Janeiro que transformou sua paixão pelos dois clubes em um legado cultural para as arquibancadas.

Nascido em Buenos Aires e membro da La 12 desde a juventude, Omar Román mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1980. O encontro com Roberto Dinamite, em um evento do clube carioca na Argentina, foi o ponto de partida para que o “Gringo”, como ficou conhecido, passasse a frequentar São Januário. Sua dedicação ao Vasco foi tamanha que ele chegou a trabalhar como segurança na gestão de Eurico Miranda e participou ativamente da criação da música “o sentimento não pode parar”, hino que ecoa até hoje entre os torcedores vascaínos.

A construção de um legado binacional

A influência de Omar Román foi além das fronteiras dos clubes. Ele cultivou uma relação de respeito mútuo entre as organizadas, algo raro no cenário do futebol. O argentino costumava circular com símbolos das duas equipes: vestia a camisa do Vasco com o gorro do Boca Juniors na capital carioca, e invertia a vestimenta ao visitar a Bombonera. Em seu braço direito, carregava uma tatuagem que unia o escudo do clube argentino à Cruz de Malta, símbolo máximo do Vasco da Gama.

O dilema emocional de Diego Román

O sentimento de Omar foi transmitido ao filho, Diego Román, que vive um momento de profunda introspecção diante do confronto continental. Para Diego, o jogo representa o encontro de suas duas metades. Em entrevista ao portal ge, ele confessa a dificuldade de processar a partida, descrevendo a experiência como um momento de desespero emocional onde a celebração de um gol se torna um exercício complexo de lealdade.

Memória e homenagem nas arquibancadas

Após o falecimento de Omar Román no início do ano passado, vítima de um AVC, a conexão entre as torcidas tornou-se um refúgio para seu filho. Diego, que homenageia Diego Maradona em seu nome, carrega hoje uma bandeira dedicada ao pai. Mesmo optando por acompanhar o Vasco no setor visitante durante a partida na Argentina, ele admite que seu coração permanecerá dividido entre as duas instituições que moldaram sua identidade e sua história familiar.

Fonte: netvasco.com.br

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