A região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul enfrenta as consequências persistentes das fortes chuvas registradas no início do mês. O transbordamento de rios e a elevação dos níveis das águas mantêm, até o momento, 484 pessoas desalojadas ou desabrigadas, impedidas de retornar às suas residências em quatro municípios gaúchos.
Impactos das cheias na Fronteira Oeste
A situação mais crítica é observada em Alegrete, onde 207 moradores precisaram deixar seus lares. Embora o Rio Ibirapuitã apresente uma tendência de declínio em seu nível, ele ainda permanece acima da cota de atenção, mantendo a população em estado de alerta.
Em Uruguaiana, o cenário é agravado pela cheia do Rio Uruguai, que atingiu a marca de 9,80 metros. Este volume representa 1,30 metro acima da cota de inundação, resultando em 169 pessoas fora de casa. Situação semelhante ocorre em Itaqui, onde o rio alcançou 9,52 metros, superando em 1,20 metro a cota de segurança e forçando a saída de 86 moradores.
Monitoramento dos níveis dos rios
O município de São Borja registrou uma elevação de 60 centímetros no nível do rio nas últimas 24 horas, atingindo a marca de 9,90 metros. O aumento do volume de água na região preocupa as autoridades locais, uma vez que o fluxo segue em direção a jusante, impactando outras cidades já afetadas.
Segundo informações da RBS, a dinâmica das águas que passam por São Borja indica que o Rio Uruguai pode continuar subindo em Itaqui e Uruguaiana. O monitoramento constante é realizado para prever novos riscos às áreas ribeirinhas e coordenar as ações de assistência.
Perspectivas para o retorno das famílias
O planejamento para o retorno dos moradores às suas casas depende da estabilização definitiva dos níveis dos rios. A expectativa é que, assim que o cenário permitir o retorno seguro, as famílias contem com o suporte logístico e operacional do Exército para a retomada de suas rotinas.
Fonte: terra.com.br


































