Aos 37 anos, o ex-campeão dos médios Israel Adesanya vive um momento de reflexão sobre sua trajetória nas artes marciais mistas. Em declarações recentes divulgadas em seu canal oficial no YouTube, o lutador nigeriano reforçou que, ao decidir encerrar sua carreira profissional, não pretende seguir o exemplo de atletas que retornam ao octógono após o anúncio da aposentadoria.
O posicionamento do lutador ganha contornos de urgência diante do atual cenário esportivo, marcado por uma sequência de quatro reveses consecutivos. Apesar dos resultados recentes contra nomes como Dricus du Plessis, Nassourdine Imavov e Joe Pyfer, o atleta afirma estar em paz com a ideia de transição para uma vida longe das competições de elite, buscando evitar a dependência dos holofotes que afeta muitos veteranos da modalidade.
A busca por adrenalina fora do octógono
Para o ex-campeão, o maior desafio após o fim da carreira não será a falta de combate, mas a necessidade de encontrar novos estímulos que substituam a intensidade das lutas. Adesanya mencionou o desejo de explorar atividades de risco, como competições de poker ou eventos esportivos de alta adrenalina, como forma de manter o equilíbrio mental sem precisar recorrer ao retorno aos ringues.
O lutador enfatizou que a dificuldade de muitos atletas em deixar o esporte reside na incapacidade de preencher o vazio deixado pela fama e pelos prêmios. Ao projetar seu futuro, ele reafirma a intenção de manter a decisão como um ponto final definitivo, evitando tornar-se um competidor que prolonga a carreira por falta de perspectiva pessoal.
A influência de Georges St-Pierre no planejamento
Um dos pilares para a segurança de Adesanya nessa transição tem sido o diálogo constante com Georges St-Pierre. O ex-campeão canadense é visto pelo nigeriano como uma referência fundamental, por ter conseguido encerrar sua trajetória no topo do esporte e manter uma vida estável fora das artes marciais.
Adesanya ressalta que as conversas com St-Pierre proporcionam uma perspectiva que poucos no mundo da luta possuem. O aprendizado com o veterano reforça a convicção de que é possível encerrar o ciclo profissional de forma digna, sem a necessidade de lutar por obrigação ou pela incapacidade de se adaptar a uma nova rotina.
Novos horizontes e projetos profissionais
A redução no ritmo de combates, após anos de defesas frequentes de cinturão, permitiu que o atleta explorasse oportunidades em outros setores. Adesanya confirmou que já avalia propostas em áreas distintas, incluindo o mercado cinematográfico, o que sinaliza uma preparação estruturada para a vida pós-luta.
Embora o futuro imediato dentro do UFC permaneça incerto e sem confrontos agendados, o foco do lutador parece estar cada vez mais voltado para a consolidação de sua imagem fora do cage. A transição, segundo o próprio atleta, é um processo natural que ele pretende conduzir com a mesma disciplina que aplicou durante seus anos de domínio na divisão até 84 kg.
Fonte: uol.com.br

































