O UFC Vegas 122, realizado neste sábado (10) no Meta Apex, tornou-se um divisor de águas para parte da delegação brasileira presente no evento. Com sete representantes escalados, o grupo enfrenta momentos distintos na carreira, mas dois nomes específicos carregam o peso de uma possível demissão caso não apresentem resultados convincentes dentro do octógono. Brendson Ribeiro e Ismael Bonfim entram em ação sob o estigma da irregularidade e a necessidade urgente de uma vitória para garantir a continuidade na principal liga de MMA do mundo.
A situação de ambos os atletas é considerada crítica pela alta cúpula da organização. Brendson Ribeiro, conhecido como ‘The Gorilla’, acumula quatro derrotas consecutivas, sendo três delas por interrupção rápida. Em busca de uma nova dinâmica, o meio-pesado migrou para a equipe Chute Boxe Diego Lima e enfrenta o compatriota Felipe Franco. Já Ismael Bonfim, o ‘Marreta’, atravessa um jejum de três reveses seguidos e terá pela frente o argentino Francisco Prado em um confronto que ganha contornos de clássico sul-americano.
Desafios na balança e punições financeiras
O cenário de instabilidade foi agravado durante a pesagem oficial realizada na sexta-feira (9). Nenhum dos dois lutadores conseguiu atingir o limite de suas respectivas categorias, o que gerou um desgaste imediato com a gestão do evento. Brendson Ribeiro superou o teto dos 93 kg em cerca de 1,1 kg, enquanto Ismael Bonfim excedeu o limite do peso-leve (70 kg) em 3,4 kg, marcando a terceira falha do atleta em pesagens do UFC.
Apesar do risco de cancelamento dos combates, a organização optou por manter os duelos após negociações de bastidores. Como medida disciplinar, ambos sofreram descontos em suas bolsas: Brendson foi multado em 20% de seu salário, enquanto Ismael teve uma retenção de 25%. A punição financeira reflete a insatisfação da liga com a falta de profissionalismo demonstrada às vésperas de um evento decisivo para o futuro de ambos.
Aposta no suporte psicológico para a virada
Diante da pressão extrema, os lutadores buscaram reforçar o aspecto mental para evitar que o histórico recente de derrotas influencie o desempenho técnico. Ambos os atletas relataram a contratação de suporte profissional para lidar com a ansiedade e o peso das expectativas. A estratégia é isolar o passado e manter o foco exclusivamente na execução do plano de luta traçado por suas equipes técnicas.
Em declarações à Ag Fight, os lutadores enfatizaram a importância desse trabalho de preparação psicológica. Brendson destacou que o foco está inteiramente na próxima apresentação, enquanto Ismael ressaltou o papel de seus treinadores e mentores, como Gabriel Manzoni, na manutenção da estabilidade emocional necessária para o confronto deste sábado.
Representatividade brasileira no card
Além dos atletas sob risco de demissão, o UFC Vegas 122 conta com outros cinco brasileiros que buscam consolidar suas trajetórias na organização. O card principal traz Matheus Camilo contra Jai Herbert e Ketlen ‘Esquentadinha’ diante de Loopy Godinez. Nas preliminares, Alice Pereira enfrenta a russa Darya Zheleznyakova, enquanto Melissa Gatto mede forças com Ernesta Kareckaite, compondo um evento que exige atenção redobrada dos representantes nacionais.
Fonte: uol.com.br

































