O Santos enfrenta um cenário financeiro crítico que impacta diretamente o seu planejamento esportivo. A dívida do clube com a comissão técnica liderada pelo treinador Pedro Caixinha, demitida em 14 de abril de 2025, ultrapassou a marca de R$ 17,6 milhões. O montante é reflexo de rescisões contratuais não quitadas, que resultaram em quatro punições de transfer ban impostas pela Fifa em um intervalo inferior a 24 horas.
Origem do débito e impacto cambial
A pendência financeira envolve o próprio Pedro Caixinha, além dos auxiliares Pedro Malta e José Pratas, e do preparador de goleiros José Francisco Belman. Os contratos desses profissionais foram firmados com valores fixados em euros, sendo que a cotação na data das demissões era de R$ 6,69. Naquele momento, o custo total para o encerramento dos vínculos seria de R$ 16,4 milhões.
Como o pagamento não foi realizado no ato do desligamento, os profissionais recorreram à Fifa por meio de processos individuais. As ações exigem o valor das rescisões acrescido de juros de mora de 5% ao ano, contados a partir da data das rescisões. Com o acúmulo desses encargos, a dívida sofreu um incremento de R$ 1,22 milhão, elevando o passivo total para o patamar atual.
Desdobramentos jurídicos e o caso da preparação física
A diretoria do Santos, que atualmente não dispõe de recursos em caixa para quitar os débitos, lida com a atualização diária do valor. Enquanto o pagamento integral não for efetuado, o clube permanece impedido de registrar novos atletas, o que compromete a montagem do elenco para a sequência da temporada.
Paralelamente, o preparador físico Guilherme Gomes, que também integrava a comissão de Caixinha, tentou buscar seus direitos na esfera esportiva internacional. No entanto, a Fifa negou o pedido, alegando que a função de preparador físico não se enquadra na jurisdição da entidade. A recomendação foi para que o profissional busque a reparação na Justiça Comum ou na Justiça do Trabalho do Brasil.
Fonte: uol.com.br


































