O setor de turismo no Brasil atravessa um ciclo de expansão expressivo, impulsionado por um volume recorde de visitantes e faturamento. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a alta temporada, compreendida entre dezembro e fevereiro, projeta uma movimentação financeira de R$ 218 bilhões. Esse cenário de crescimento é corroborado pelo fluxo de 9,2 milhões de turistas estrangeiros recebidos pelo país no último ano, conforme dados do Ministério do Turismo.
Qualificação profissional como resposta ao crescimento do setor
O aumento da atividade turística elevou a pressão sobre a cadeia de serviços, exigindo uma mão de obra cada vez mais preparada. Em resposta, instituições como o Senac têm intensificado seus esforços, registrando 131 mil matrículas em cursos voltados ao setor, sendo 59 mil delas gratuitas. Com uma oferta que abrange 744 títulos, a rede de ensino atua em mais de 2 mil municípios, contando com uma base de mais de 820 mil credenciados ligados à área.
O impacto da rotatividade na hotelaria nacional
Apesar dos investimentos em formação, o mercado enfrenta um gargalo crítico: a dificuldade de retenção de talentos. Levantamentos da CAPIH, citados pelo Hotelier News, indicam que a rotatividade na hotelaria brasileira atingiu 52,45% em 2025, um salto significativo em relação aos 30% registrados em 2017. Esse índice, que variou entre 22% e 118% conforme o estabelecimento, reflete um desafio estrutural que compromete a continuidade do atendimento de qualidade.
Estratégias corporativas para a formação de equipes
Diante desse cenário, hotéis têm adotado a criação de estruturas próprias de capacitação para mitigar a dependência de contratações externas. Gianluca D’alessandro, CEO do Esmeralda Praia Hotel, destaca que a formação interna tornou-se um pilar operacional essencial. Ao treinar profissionais no padrão da casa, o estabelecimento ganha previsibilidade e reduz o tempo de adaptação, beneficiando indiretamente todo o destino turístico ao elevar o nível da mão de obra local.
A relação entre estabilidade e experiência do hóspede
A perda de profissionais experientes impacta diretamente a percepção do cliente. Amanda Correia, gerente comercial do Esmeralda Praia Hotel, ressalta que a saída de funcionários resulta na perda de conhecimento sobre as preferências dos hóspedes recorrentes. Complementando essa visão, o supervisor de marketing Ruan Henrique pontua que a excelência no atendimento é o fator determinante para que uma estadia comum se transforme em uma recomendação positiva, fortalecendo a reputação do hotel no ambiente digital.
Fonte: terra.com.br


































