O conselheiro do Club de Regatas Vasco da Gama, Pedro Sampaio, divulgou nota oficial para detalhar o episódio ocorrido durante a recente reunião do Conselho Deliberativo. O documento busca esclarecer os pontos de divergência entre ele e o presidente do clube, Pedrinho, após repercussão de um debate acalorado entre os dois dirigentes.
Esclarecimentos sobre a venda da SAF e valores da operação
Na nota, Pedro Sampaio refuta categoricamente a acusação de que teria afirmado que o presidente do clube recebeu valores financeiros decorrentes da venda da SAF. O conselheiro explica que o conflito surgiu a partir de uma divergência sobre a avaliação econômica do negócio. Enquanto o conselheiro Alan Belaciano mencionava uma operação de R$ 4 bilhões, Sampaio contestou o montante.
Segundo o conselheiro, a operação foi avaliada em R$ 500 milhões. Ele argumentou que, para a dimensão do Vasco, o valor é insuficiente e deveria ter sido debatido amplamente pelos sócios antes de qualquer votação. Sampaio reforçou que o processo de venda foi conduzido de forma célere, sem a devida análise detalhada por parte do Conselho Deliberativo.
Transparência sobre comissões e remuneração de dirigentes
O texto de Sampaio aponta dois pontos centrais que motivaram suas críticas durante a reunião. O primeiro refere-se à mudança estatutária que possibilita ao presidente do clube receber salário da SAF. O segundo ponto diz respeito à existência de intermediários que receberão comissões pela operação, cujos valores e beneficiários permanecem sem divulgação pública.
O conselheiro afirma que essas questões são fatos objetivos e não insinuações. Ele defende que a função de um conselheiro é justamente fiscalizar as finanças e a estrutura do clube. Para garantir clareza, Sampaio anunciou que apresentará um requerimento formal solicitando a divulgação integral das comissões pagas e a identificação de todos os envolvidos na transação.
Propostas do grupo Casaca para a gestão do clube
Ao abordar sua posição institucional, o conselheiro destacou o papel do grupo Casaca na defesa de um modelo de gestão mais rigoroso. Sampaio relembrou que o grupo propôs, meses atrás, uma emenda ao estatuto que proíbe membros da diretoria de ocuparem cargos remunerados na Vasco SAF.
A proposta visava limitar a remuneração de dirigentes do clube apenas a casos específicos de conquistas esportivas, com percentuais reduzidos. O objetivo, segundo o conselheiro, seria proteger os interesses do clube e garantir que a gestão seja pautada pela transparência. O documento original pode ser consultado em Netvasco.
Fonte: netvasco.com.br

































