O governo da Colômbia anunciou a revogação de um decreto que impunha limites aos investimentos realizados por fundos de pensão privados no exterior. A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda, Miguel Gomez, nesta quarta-feira, reverte uma diretriz estabelecida em abril pelo governo do ex-presidente Gustavo Petro, que restringia a alocação internacional a 30% do capital total.
Flexibilização das regras de investimento externo
A decisão visa permitir que as gestoras de ativos busquem maior diversificação em seus portfólios, acessando mercados globais com o objetivo de alcançar retornos mais elevados para os beneficiários. Segundo o ministro, a medida atua como uma correção preventiva de política econômica, evitando distorções antes que as restrições anteriores entrassem em vigor de forma plena.
Impacto na gestão de ativos e mercado financeiro
A associação setorial Asofondos detalhou que as principais gestoras do país, como Porvenir, Proteccion, Colfondos e Old Mutual, administram juntas cerca de 579 trilhões de pesos, o equivalente a 179 bilhões de dólares. Atualmente, os investimentos estrangeiros já representam 48% da carteira total desses fundos, somando aproximadamente 278 trilhões de pesos.
Riscos econômicos e repatriação de capital
O decreto revogado previa a repatriação gradual de mais de 100 trilhões de pesos, cerca de 30,9 bilhões de dólares, para financiar projetos de infraestrutura e iniciativas nacionais. Especialistas alertavam que a obrigatoriedade dessa movimentação poderia causar uma valorização artificial do peso colombiano frente ao dólar, além de inflar os preços de ativos domésticos de maneira insustentável.
Para mais informações sobre o cenário macroeconômico regional, consulte o portal Reuters para atualizações financeiras globais.
Fonte: terra.com.br

































