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Petróleo sobe com tensão em Ormuz e incertezas sobre política monetária

Petróleo sobe com tensão em Ormuz e incertezas sobre política monetária

Os mercados financeiros globais operam sob pressão nesta quarta-feira (7), refletindo a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a cautela dos investidores antes da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed). A combinação de riscos na oferta de energia e a incerteza sobre os próximos passos da política monetária americana tem gerado volatilidade nas bolsas e nos preços das commodities.

A instabilidade no Estreito de Ormuz, marcada pela intensificação de ataques iranianos contra petroleiros, comprometeu a logística de exportação na região do Golfo Pérsico. O cenário reduz as expectativas de normalização dos embarques, pressionando os contratos futuros. O petróleo Brent para dezembro registrou alta de 1,48%, atingindo US$ 102,07 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 0,76%, cotado a US$ 90,10.

Riscos climáticos e oferta de energia

Além das tensões militares, o mercado monitora uma tempestade no Golfo do México que coloca em risco a operação de seis refinarias. A região é estratégica para a infraestrutura energética dos Estados Unidos, sendo responsável por cerca de 50% da capacidade de refino do país, estimada em 18,2 milhões de barris por dia.

Esses fatores climáticos e geopolíticos ofuscam a recente retomada das exportações sauditas e a normalização dos fluxos de petróleo do Oriente Médio. A alta nos preços do combustível eleva a preocupação com a inflação global, impactando diretamente o rendimento dos Treasuries de dez anos, que ultrapassou 5,30%.

Impactos fiscais e cenário político

Na Europa, a cautela se estende aos títulos públicos, com o prêmio dos papéis franceses de dez anos sobre os alemães avançando para 136 pontos-base. O movimento reflete preocupações fiscais diante do calendário eleitoral do próximo ano no bloco europeu.

No Brasil, o foco dos investidores permanece no cenário político. O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, declarou a intenção de utilizar uma eventual maioria no Congresso para promover alterações na Constituição. Em suas falas, o candidato defendeu a redemocratização do país e o respeito institucional, embora não tenha detalhado quais emendas pretende propor. A campanha mantém um tom de confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) em um momento em que a chamada bancada do impeachment ganha tração no Legislativo. Para mais detalhes sobre o panorama econômico, consulte o Monitor do Mercado.

Fonte: terra.com.br

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