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Clubes da Série a adotam uniformes limpos e preparam plano B para bets

Clubes da Série a adotam uniformes limpos e preparam plano B para bets

A primeira rodada do Campeonato Brasileiro após a proibição das casas de apostas no país impõe um novo desafio logístico e comercial para os clubes da Série A. Com o banimento determinado pelo governo federal, as equipes precisaram remover as marcas de bets de seus uniformes e propriedades publicitárias, gerando um vácuo imediato que exige adaptações rápidas e estratégias de contingência.

Estratégia de prontidão diante de incertezas jurídicas

A expectativa por uma possível liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) mantém os departamentos de marketing dos clubes em estado de alerta. Embora a ordem atual seja de exclusão das marcas, agremiações como Flamengo e Corinthians optaram por iniciar os jogos com “camisas limpas”, mas mantêm estruturas prontas para reverter a situação caso a decisão judicial seja suspensa a tempo.

O Corinthians, por exemplo, levará para o confronto contra o Internacional dois modelos de backdrops, contemplando cenários com e sem a marca Esportes da Sorte. De forma similar, o Flamengo estruturou sua logística para aplicar a marca Betano nos uniformes pouco antes da partida contra o Santos, caso o cenário jurídico mude repentinamente.

Adaptações e substituições nas propriedades comerciais

Enquanto aguardam definições, diversos clubes já executaram a remoção das referências às casas de apostas. O Botafogo, que enfrenta o Vasco, substituiu a marca Vbet pelo logo do “Camisa 7”, seu programa de sócio-torcedor, no espaço do patrocinador master. O Fluminense também realizou a limpeza de sua camisa, embora possua capacidade técnica para inserir a marca Superbet caso o impedimento legal seja derrubado.

Outras equipes buscaram alternativas criativas para preencher o espaço principal. O São Paulo, conforme apurado pela UOL, planeja exibir a marca Superscore, plataforma de estatísticas que integra o mesmo grupo econômico da Superbet. Já o Palmeiras adotou uma postura cautelosa, removendo referências da Sportingbet inclusive de seus canais digitais, como a TV Palmeiras, enquanto avalia as próximas ações para o jogo contra o Bahia.

Cenário de transição no futebol brasileiro

O impacto da medida governamental não é uniforme entre todos os clubes. O Santos, que já enfrentava a suspensão do contrato com a Novibet, entrou em campo sem patrocinador master antes mesmo da proibição total. Por outro lado, o Atlético-MG encerrou definitivamente seu vínculo com a H2Bet após a última partida contra o Red Bull Bragantino.

A situação permanece fluida e depende diretamente das movimentações no STF. Clubes como o Cruzeiro já sinalizaram que reavaliarão suas estratégias de exposição de marca caso a Medida Provisória seja suspensa, demonstrando que a gestão comercial do futebol brasileiro vive um momento de transição incerta e dependente da segurança jurídica.

Fonte: uol.com.br

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