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Maracanã: concessionária contesta pedido do Vasco para jogo contra o Boca Juniors

Maracanã: concessionária contesta pedido do Vasco para jogo contra o Boca Juniors

A disputa jurídica pelo uso do estádio do Maracanã atingiu um novo patamar nesta segunda-feira, 6 de outubro. A concessionária Fla-Flu Serviços S.A. protocolou uma petição junto à 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), solicitando a manutenção da negativa ao pedido do Vasco da Gama para realizar a partida contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.

Argumentos técnicos sobre o estado do gramado

A gestora do estádio fundamenta sua resistência na preservação da superfície de jogo. Segundo a empresa, o gramado passa por um processo de substituição e necessita de um período rigoroso de enraizamento e fixação da grama do tipo Bermuda Celebration. A inclusão de um confronto de alta relevância, conforme a concessionária, comprometeria a recuperação do campo e a integridade dos jogos já agendados no calendário oficial.

A empresa destaca que o cronograma atual impõe uma sequência de três partidas em um intervalo de apenas cinco dias. De acordo com os relatórios técnicos apresentados, tal densidade de eventos elevaria o desgaste do solo a níveis críticos, colocando em risco a segurança física dos atletas e a qualidade técnica do espetáculo esportivo.

Alternativa operacional e o papel do Nilton Santos

Um dos pontos centrais da petição é a indicação do estádio Nilton Santos como alternativa viável para o confronto. A concessionária cita uma manifestação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que atesta que o local reúne condições estruturais e operacionais adequadas para receber uma partida de grande porte, desde que observados os protocolos de segurança e o planejamento logístico necessário.

A empresa argumenta que essa avaliação da autoridade policial não foi devidamente ponderada na recomendação do Ministério Público, que havia se posicionado favoravelmente à utilização do Maracanã. Para a gestora, a existência de uma praça esportiva apta a sediar o evento descaracteriza o argumento de urgência ou prejuízo irreparável invocado pelo clube cruzmaltino.

Histórico de utilizações e isonomia no acesso

Em resposta às acusações de tratamento discriminatório, a concessionária apresentou um levantamento sobre a ocupação do estádio. A empresa afirma ter cedido o Maracanã ao Vasco em seis ocasiões desde 2025. Além disso, sustenta que adota critérios técnicos isonômicos, citando que pedidos de outros eventos, como um jogo comemorativo do Flamengo e o tradicional Jogo das Estrelas, também foram recusados recentemente.

O processo segue sob análise dos desembargadores da 23ª Câmara de Direito Privado do TJRJ. A decisão final definirá se o Vasco conseguirá reverter a negativa ou se a partida contra o Boca Juniors será obrigatoriamente transferida para outro local. Para mais detalhes sobre o andamento do caso, acompanhe as atualizações oficiais do Netvasco.

Fonte: netvasco.com.br

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