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Desempenho de atletas nas eleições 2026 revela dificuldade de transição para a política

Desempenho de atletas nas eleições 2026 revela dificuldade de transição para a política

O cenário das eleições 2026 consolidou uma tendência de dificuldade para figuras do esporte que buscaram migrar para a vida pública. Enquanto o país voltava suas atenções para a disputa presidencial, as urnas trouxeram resultados majoritariamente desfavoráveis para ex-jogadores, treinadores e dirigentes que tentaram conquistar cargos no Legislativo federal e estadual.

A análise dos votos demonstra que a popularidade conquistada nos gramados, quadras e piscinas não se traduziu automaticamente em capital político. Nomes de peso do futebol nacional, como Vanderlei Luxemburgo e Marcelinho Carioca, enfrentaram barreiras eleitorais significativas, encerrando o pleito sem a conquista de mandatos.

Resultados expressivos e derrotas de figuras do futebol

No Tocantins, o ex-técnico Vanderlei Luxemburgo, filiado ao Podemos, obteve 4,11% dos votos, totalizando 67.987 sufrágios, marca insuficiente para garantir uma vaga no Senado. No Distrito Federal, o ex-jogador Marcelinho Carioca, pelo Republicanos, também não obteve êxito, registrando pouco mais de 2.400 votos na disputa por uma cadeira de deputado distrital.

O estado de São Paulo concentrou uma grande quantidade de esportistas candidatos, mas o desempenho foi abaixo do esperado. Luís Fabiano, ex-atleta do São Paulo, somou pouco mais de nove mil votos para deputado federal, enquanto Finazzi não atingiu a marca de dois mil votos. Outros nomes como Felipe Sertanejo, Felipe Franco, Sérgio, Dinei e Julinho Casares também não conseguiram se eleger para cargos estaduais.

Desafios para ex-dirigentes e ídolos nacionais

A gestão esportiva também não garantiu sucesso nas urnas. O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, não obteve a reeleição para deputado federal, somando 37.500 votos. No mesmo caminho, Marcos Braz, ex-vice de futebol do clube carioca, ficou fora do pleito com 18.305 votos. O ex-atacante Edmundo, pelo PSDB, também não alcançou a votação necessária, com cerca de 35.700 votos.

A senadora Leila do Vôlei, após oito anos de mandato no Distrito Federal, não conseguiu a reeleição. Com 686.340 votos, a parlamentar ficou em terceiro lugar em uma disputa vencida por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. O cenário reflete uma renovação ou mudança de perfil buscada pelo eleitorado em diversas regiões do país, conforme apontado por dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Exceções e manutenção de mandatos

Apesar da onda de derrotas, alguns nomes conseguiram manter suas posições no Legislativo. O ex-nadador Luiz Lima renovou seu mandato como deputado federal pelo Novo, após conquistar 79.249 votos. Da mesma forma, o ex-goleiro Danrlei, com passagens por grandes clubes como Grêmio e Fluminense, garantiu sua permanência na Câmara dos Deputados pelo Rio Grande do Sul, com mais de 105 mil votos.

O quadro geral reforça que, embora o esporte forneça visibilidade, a conversão em votos depende de fatores que vão além da fama. Enquanto alguns atletas conseguiram consolidar suas bases políticas, a maioria dos postulantes ligados ao meio esportivo não obteve o apoio necessário para integrar o Congresso Nacional ou as assembleias estaduais neste ciclo eleitoral.

Fonte: uol.com.br

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