A reestruturação do Botafogo sob o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) trouxe mudanças profundas na forma como o clube planejou suas contratações entre 2022 e 2025. Segundo o ex-head scout Raphael Rezende, o clube adotou uma estratégia deliberada para superar limitações orçamentárias iniciais, priorizando a montagem de um grupo com características físicas distintas para se tornar competitivo no cenário nacional.
A busca por imposição física e competitividade
O diagnóstico inicial do departamento de scout apontava para um elenco fragilizado, reflexo do processo de transição após a passagem pela Série B. Para equilibrar a disputa contra clubes com maior poder de investimento, como Flamengo e Palmeiras, a gestão técnica optou por uma via alternativa: o foco em biotipo, força física e saúde atlética dos jogadores.
Essa abordagem visava criar um time capaz de sustentar a alta intensidade exigida pelo calendário do futebol brasileiro. De acordo com Raphael Rezende, em entrevista ao canal Footure, a construção do elenco de 2023 foi o exemplo mais puro dessa filosofia, permitindo que o clube saltasse de uma posição de reconstrução para a briga direta pelo título nacional em curto espaço de tempo.
Mudança de paradigma e resultados em campo
A estratégia não ignorou a necessidade de qualidade técnica, mas a condicionou a uma estrutura física robusta. Embora o clube tenha realizado investimentos de maior impacto em nomes como Luiz Henrique e Almada posteriormente, a base do sucesso inicial foi desenhada sobre a observação de perfis que garantissem a competitividade coletiva.
O trabalho consolidado ao longo de 2024 culminou em conquistas importantes para a instituição. Contudo, a partir de 2025, o Botafogo alterou sua diretriz de mercado, passando a priorizar atletas com características de agilidade e inteligência técnica, em um perfil definido como jogadores mais baixos e rápidos, o que marcou uma transição no modelo de jogo adotado pelo clube.
Fonte: fogaonet.com
































