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FIA esclarece falhas técnicas e atraso prolongado no GP da Malásia

FIA esclarece falhas técnicas e atraso prolongado no GP da Malásia

O Grande Prêmio da Malásia, realizado no Circuito de Sepang, foi marcado por um cenário atípico que resultou em um atraso de quase duas horas para o início da prova. O que deveria ser uma largada emocionante às 4h (horário de Brasília) transformou-se em um longo período de espera, impactado inicialmente por condições climáticas adversas e, posteriormente, por falhas técnicas críticas nos sistemas de potência dos monopostos.

A combinação de chuva e falhas eletrônicas

A instabilidade meteorológica foi o primeiro obstáculo, com uma garoa inicial evoluindo rapidamente para uma tempestade com trovoadas. A direção de prova optou por adiar o procedimento de largada para garantir a segurança dos competidores. No entanto, ao tentarem realizar as voltas de formação atrás do safety car, diversos pilotos relataram comportamentos anômalos em seus veículos.

Segundo a FIA, a falha foi causada por uma combinação inédita de fatores: baixa velocidade do motor, condições de pista com pouca aderência e configurações específicas de gerenciamento de energia para o piso molhado. Esse conjunto de variáveis, somado ao traçado dos setores de Sepang, gerou uma perda de potência não intencional em múltiplos carros.

Impacto nos líderes e resposta técnica

O problema atingiu nomes de peso no grid. Max Verstappen, que ocupava a pole position, reportou via rádio que sua Red Bull não apresentava aceleração adequada. Lewis Hamilton, segundo colocado, enfrentou dificuldades similares com sua Ferrari, chegando a cogitar o abandono antes mesmo da bandeira verde. Além deles, outros veículos equipados com unidades de potência Ferrari, incluindo modelos da Haas e Cadillac, sofreram com falhas de software.

Diante da gravidade da situação e da impossibilidade de largada segura, a FIA interrompeu o procedimento com bandeira vermelha. Durante o período de paralisação, o Departamento Técnico da entidade agiu para mitigar o erro. Foi distribuída uma atualização de software a todas as equipes, removendo as restrições de limite de energia nos setores afetados. Essa intervenção permitiu que os times ajustassem suas unidades de potência antes da retomada definitiva da corrida.

Revisão e investigação futura

A entidade máxima do automobilismo admitiu que o problema não havia sido detectado em testes prévios ou durante as voltas de formação realizadas anteriormente. A FIA confirmou que conduzirá uma revisão completa do incidente em colaboração com as equipes e os fabricantes de motores.

O objetivo é entender como a configuração dos sistemas de gerenciamento de energia reagiu de forma tão negativa às condições específicas da pista malaia. O episódio gerou críticas de pilotos sobre a gestão do evento, mas a medida corretiva adotada pela FIA foi fundamental para viabilizar a realização da prova após o período de incerteza.

Fonte: motorsport.uol.com.br

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