O Vasco da Gama intensificou nos últimos dias as movimentações nos bastidores para definir o palco do confronto decisivo contra o Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para o dia 20 de outubro. Enquanto trava uma disputa jurídica pelo acesso ao Maracanã, a diretoria cruzmaltina mantém o foco em viabilizar o seu estádio, São Januário, como a sede principal para o duelo continental.
Desafios estruturais e a busca por São Januário
O principal obstáculo para a realização da partida na Colina Histórica reside nas exigências da Conmebol. A entidade continental estipula uma capacidade mínima de 30 mil espectadores para jogos de semifinais, enquanto São Januário possui atualmente pouco mais de 21 mil lugares. Para contornar essa limitação, o clube obteve recentemente um parecer favorável do Corpo de Bombeiros, que autoriza o aumento da capacidade para 24 mil pessoas.
Embora o novo laudo não garanta a aprovação final da entidade sul-americana, o clube enxerga o documento como um passo fundamental. O aumento da capacidade permitiria, inclusive, atender à exigência regulamentar de disponibilizar 4 mil ingressos para a torcida visitante do Boca Juniors. O Vasco agora aguarda o aval da Polícia Militar, que tem demonstrado preferência pela realização do evento no Maracanã, para formalizar o pedido à Justiça.
Disputa jurídica pelo Maracanã e alternativas
Paralelamente aos esforços em sua casa, o Vasco mantém a pressão judicial para atuar no Maracanã. O clube enfrenta dificuldades processuais, já que uma ação movida por um torcedor acabou paralisando o pleito principal da instituição. O departamento jurídico do clube solicitou urgência ao TJRJ, argumentando que a ação do clube é independente e possui fundamentos distintos da causa popular em curso.
Com o prazo final para a definição do estádio fixado para a próxima segunda-feira, o tempo torna-se o maior adversário da diretoria. Caso as tentativas por São Januário ou pelo Maracanã não prosperem, o Estádio Nilton Santos surge como uma alternativa de contingência. Embora o gramado sintético seja visto como um ponto negativo pela comissão técnica, o local é considerado a última opção viável para garantir a realização da partida no Rio de Janeiro.
Fonte: netvasco.com.br

































