Uma decisão judicial que alterou a guarda de uma criança de quatro anos em Houston, Texas, foi seguida por uma tragédia familiar que chocou a comunidade. Uma mãe brasileira, de 35 anos, é a principal suspeita de ter tirado a vida da própria filha e, em seguida, a sua, poucas horas após a resolução de uma longa e conturbada disputa judicial pela custódia da menina.
O incidente, que resultou na morte da criança no local e da mãe no dia seguinte, levanta questões sobre os desdobramentos de processos de guarda e o impacto emocional em todas as partes envolvidas. As autoridades locais iniciaram uma investigação aprofundada para esclarecer as circunstâncias exatas que levaram a este desfecho fatal.
Desfecho fatal de uma longa batalha judicial
A tragédia ocorreu na última terça-feira, quando a brasileira Cibelle Savella teria atirado contra sua filha, Vivian, de apenas quatro anos. Após o disparo contra a menina, a mulher teria usado a mesma arma para atentar contra a própria vida. Vivian não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do incidente.
Cibelle foi encontrada ferida e prontamente encaminhada a um hospital, mas, apesar dos esforços médicos, não sobreviveu. Sua morte foi confirmada no dia seguinte, selando um capítulo doloroso na história da família. O episódio se desenrolou em meio a uma intensa batalha judicial pela guarda da criança, que se estendia por anos.
Disputa pela guarda e restrições impostas
Horas antes do crime, um juiz havia proferido uma decisão crucial, determinando que a guarda de Vivian seria transferida para o pai, o americano Aaron Savella. Esta resolução marcava um ponto final em um processo de divórcio iniciado em 2022, que, embora concluído legalmente em 2024, manteve a questão da custódia da filha em debate nos tribunais.
A decisão judicial não apenas concedia a guarda a Aaron, mas também impunha restrições significativas ao contato da mãe com a filha. Entre as determinações, destacava-se a proibição de Cibelle conversar com Vivian em português sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma, uma medida que fazia parte das regras estabelecidas para os encontros entre mãe e filha.
Reação do pai e o impacto da perda
Os representantes legais de Aaron Savella afirmaram que o pai estava aguardando a efetivação da determinação judicial para a transferência oficial da guarda da filha. Segundo eles, Aaron agiu conforme todas as exigências legais para proteger Vivian, confiando no sistema judiciário e cumprindo todas as decisões impostas durante o processo.
A notícia da morte da menina devastou o pai. Os advogados descreveram Aaron como “profundamente abalado” e “devastado” pela perda da filha. A declaração ressaltou o compromisso do pai em seguir as determinações da Justiça ao longo da prolongada disputa pela guarda, que agora culmina em uma perda irreparável para ele e sua família.
Investigação em andamento e testemunhas no local
No momento em que os disparos ocorreram, outras duas pessoas estavam presentes na residência: o atual companheiro de Cibelle e uma babá. Felizmente, nenhum deles sofreu ferimentos. As circunstâncias exatas que antecederam os tiros ainda são objeto de investigação pelas autoridades americanas.
A polícia foi acionada imediatamente após os disparos e encontrou mãe e filha no interior da casa. A investigação deverá coletar depoimentos das testemunhas, analisar documentos relacionados à disputa judicial e reunir outros elementos que possam ajudar a esclarecer completamente os fatos que levaram a este trágico evento. O caso continua em apuração para determinar todas as nuances da ocorrência. Para mais informações sobre disputas de guarda, leia aqui.
Fonte: terra.com.br


































