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Trump determina que governo dos EUA use termo superinteligência para inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu alterar oficialmente a forma como o governo norte-americano se refere à tecnologia mais comentada da atualidade. Em uma movimentação que mistura estratégia política e branding, o mandatário assinou uma ordem executiva instruindo que órgãos federais substituam o termo inteligência artificial pela denominação superinteligência. A mudança ocorre após o presidente classificar a nomenclatura tradicional como imprecisa e pouco elegante em suas redes sociais.

A decisão foi fundamentada em uma consulta popular realizada na plataforma Truth Social, onde a opção superinteligência venceu com 65% dos votos. Durante a última Assembleia Geral das Nações Unidas, o anúncio oficial marcou uma nova fase na comunicação estatal, embora a comunidade científica e acadêmica tenha recebido a novidade com ceticismo. Para muitos especialistas, a alteração não passa de uma jogada de marketing para inflar as capacidades atuais dos sistemas computacionais.

Especialistas alertam para riscos de marketing e desinformação

A comunidade acadêmica reagiu prontamente à nova diretriz governamental. Pedro Domingos, professor de ciência da computação da Universidade de Washington, afirmou que a maior parte da tecnologia atual não se enquadra na definição técnica de superinteligência. Segundo o especialista, os modelos atuais realizam tarefas distintas das humanas, mas chamá-los de superiores pode ser enganoso para o público leigo.

O termo inteligência artificial foi cunhado originalmente em 1956, durante um workshop no Dartmouth College. Naquela época, o adjetivo artificial servia apenas para diferenciar o processamento de dados da inteligência biológica natural. Ao tentar rebatizar um conceito estabelecido há sete décadas, o governo americano ignora a precisão técnica em favor de uma narrativa de liderança tecnológica global.

Medo da obsolescência humana motiva novas propostas de lei

A mudança na nomenclatura pode intensificar temores sociais já existentes sobre o avanço das máquinas. Pesquisas recentes indicam que quase nove em cada dez americanos estão preocupados com a possibilidade de a tecnologia superar as capacidades humanas. Críticos argumentam que o uso de termos como inteligência suprema ou extrema apenas alimenta o receio de desemprego em massa e perda de controle sobre os sistemas.

No cenário legislativo, o senador Bernie Sanders apresentou um projeto de lei que visa proibir o desenvolvimento de superinteligência artificial que não possa ser integralmente controlada por humanos. A proposta de Sanders sugere uma suspensão temporária em sistemas avançados até que mecanismos de supervisão federal sejam implementados, refletindo a ansiedade de parte da população captada em levantamentos da consultoria Public First.

Interesse da indústria e a corrida tecnológica contra a China

Apesar das críticas acadêmicas, a nova terminologia pode beneficiar gigantes do setor privado como a OpenAI e a Anthropic. Empresas americanas têm interesse comercial em destacar o poder de seus modelos, especialmente em um cenário de competição acirrada com laboratórios chineses. De acordo com dados do Goldman Sachs, os investimentos globais no setor devem ultrapassar 1 trilhão de dólares, o que justifica o esforço de marketing para manter a percepção de vanguarda.

Laboratórios de tecnologia buscam atingir o chamado autoaperfeiçoamento recursivo, onde o software seria capaz de melhorar a si mesmo sem intervenção humana. Elon Musk prevê que esse estágio pode ser alcançado entre o fim deste ano e 2027. No entanto, para que a superinteligência plena se torne realidade, seriam necessários avanços drásticos em hardware e robótica que, segundo cientistas como Jürgen Schmidhuber, ainda podem levar décadas para se concretizar.

Resistência no setor técnico e o futuro da sigla SI

A imposição da sigla SI em documentos oficiais dos Estados Unidos enfrenta resistência silenciosa entre os profissionais que desenvolvem as ferramentas. Muitos engenheiros e pesquisadores, conhecidos por sua independência política, indicam que continuarão utilizando a terminologia clássica. A China, principal rival tecnológica, também não deu sinais de que pretende seguir a mudança vocabular proposta por Trump.

A eficácia da ordem executiva dependerá da adesão a longo prazo das instituições de ensino e do mercado financeiro. Enquanto o governo tenta moldar a percepção pública através das palavras, o desenvolvimento técnico segue seu curso baseado em algoritmos e poder de processamento, independentemente do nome que receba nos relatórios de Washington. Para mais detalhes sobre o impacto global dessas políticas, acesse a cobertura completa da DW.

Fonte: terra.com.br

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