A reta final da corrida presidencial revela um cenário de consolidação, com a maioria dos eleitores já decidida sobre sua escolha nas urnas. De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira, 1º, 51% dos entrevistados afirmam estar completamente decididos, enquanto 26% declaram estar bastante inclinados a um nome específico. O levantamento aponta que a parcela de indecisos ou daqueles que ainda não refletiram sobre o pleito permanece em patamares que podem ser decisivos nos momentos finais da campanha.
Dinâmica do voto útil entre as candidaturas
Embora a convicção seja predominante, uma parcela significativa do eleitorado admite a possibilidade de migrar para o chamado voto útil. Esse movimento ocorre quando o eleitor opta por abandonar sua escolha original caso perceba que o candidato não possui chances reais de vitória. A disposição para essa mudança varia drasticamente entre as bases de apoio, sendo mais acentuada entre os eleitores de Romeu Zema, com 55% de abertura, e Ronaldo Caiado, com 53%.
Em contrapartida, os candidatos que ocupam as primeiras posições nas pesquisas apresentam uma base de eleitores muito mais fiel e resistente a alterações. Entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva, apenas 4% considerariam mudar o voto por falta de competitividade, enquanto na base de Flávio Bolsonaro esse índice é de 12%. Entre os eleitores de Renan Santos, 16% admitem a possibilidade de troca, demonstrando que a percepção de viabilidade eleitoral atua como um filtro direto na decisão do eleitor.
Avaliação de desempenho e surpresas na campanha
O levantamento também buscou identificar quais candidatos conseguiram despertar uma avaliação positiva fora de suas próprias bases, funcionando como uma espécie de “segunda opção” para o eleitorado. Entre os eleitores de Zema, 41% apontaram ter sido surpreendidos positivamente por outro concorrente, com Flávio Bolsonaro sendo o mais citado. Esse fenômeno de atração de simpatia externa é um indicador importante da capacidade de diálogo dos postulantes com grupos que não compõem seu núcleo duro de apoiadores.
A abertura para outros nomes é sensivelmente menor entre os eleitores de Lula e Renan Santos, onde apenas 12% e 4%, respectivamente, mencionaram ter tido uma impressão favorável de outros candidatos. No caso dos apoiadores do petista, Augusto Cury concentra a maior parte das menções positivas, evidenciando uma transferência de interesse que, embora não signifique necessariamente intenção de voto, sinaliza uma permeabilidade entre determinados perfis de eleitores.
Metodologia e contexto da pesquisa
A coleta de dados foi realizada entre os dias 26 e 30 de setembro, ouvindo 2.000 eleitores por telefone em todo o território nacional. Com uma margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%, o estudo oferece um retrato técnico do comportamento do eleitorado. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09503/2026, consolidando-se como uma das referências para a análise do cenário eleitoral atual.
Fonte: terra.com.br
































