O Esporte Clube Vitória iniciou tratativas para reverter a notificação de rescisão contratual enviada pela 7k, sua atual patrocinadora máster. A empresa, que integra o grupo Ana Gaming, manifestou o desejo de encerrar o vínculo firmado em janeiro de 2025, utilizando como justificativa a Medida Provisória que impõe restrições severas à operação de casas de apostas no Brasil.
A diretoria rubro-negra mantém uma postura de resistência diante da decisão unilateral da parceira. O clube defende que o cenário atual exige, no máximo, uma suspensão temporária das atividades, argumentando que a medida possui caráter provisório e ainda pode sofrer alterações ou ser derrubada pelo Congresso Nacional.
Negociações e o impacto da medida provisória
O presidente do Vitória, Fábio Mota, confirmou que o clube recebeu a notificação com surpresa e já encaminhou uma contra-notificação à empresa. A gestão do time baiano aguarda uma resposta formal da 7k para definir os próximos passos da relação comercial, que previa vigência até dezembro de 2027.
O contrato, inicialmente avaliado em R$ 16 milhões anuais, contava com projeções de reajustes que poderiam elevar o montante a R$ 45 milhões até o final do período. Para o clube, a interrupção abrupta do vínculo desconsidera a instabilidade jurídica do setor e a possibilidade de reversão das normas vigentes.
Contexto do mercado de apostas no futebol brasileiro
A 7k possui um histórico recente de presença no futebol nacional, tendo patrocinado clubes como Santos, Mirassol e Novorizontino. A movimentação de rescisão é vista por especialistas como uma estratégia de adequação das empresas diante da proibição de operar no território brasileiro, conforme as determinações que exigem a retirada de marcas até 5 de outubro e o bloqueio de plataformas a partir do dia 6.
Outras agremiações também enfrentam dilemas semelhantes. Enquanto Flamengo e Botafogo optaram pela remoção das marcas de seus materiais, o Grêmio aguarda desdobramentos jurídicos e o Santos suspendeu a exposição da Novibet, mantendo, contudo, o contrato vigente. Mais detalhes sobre o cenário regulatório podem ser consultados no portal Estadão.
Disputas jurídicas no Supremo Tribunal Federal
O futuro das apostas no Brasil é alvo de intensos debates no Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, existem ações que questionam a constitucionalidade da medida, nas quais clubes como o Flamengo buscam atuar como partes interessadas, visando proteger receitas milionárias que podem ser impactadas até 2027.
Além dos clubes, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também move processos contra a regulamentação. A entidade argumenta que a liberação das apostas, promulgada em 2023, contribuiu para o aumento do endividamento familiar e estimulou comportamentos financeiros de alto risco entre a população.
Fonte: uol.com.br
































