A seleção de Cabo Verde, que encantou o cenário internacional durante a última Copa do Mundo ao enfrentar potências como Espanha e Argentina, atravessa um momento de instabilidade técnica. O início do novo ciclo competitivo tem sido marcado por resultados negativos e uma fragilidade defensiva que coloca em xeque a continuidade do bom momento vivido pelos chamados Tubarões Azuis.
Falhas individuais e impacto no sistema defensivo
O goleiro Vozinha, figura central na campanha histórica da equipe, tornou-se o epicentro das críticas após cometer erros decisivos na última Data Fifa. Em confrontos válidos pelas Eliminatórias para a Copa Africana de Nações, o arqueiro falhou ao tentar realizar cortes fora da área contra Mali e demonstrou insegurança no posicionamento em lances de cruzamento diante de Ruanda.
Essas falhas ocorrem em um período de pressão pessoal para o atleta, que recentemente assumiu a titularidade no Colo-Colo. Em declarações recentes ao jornal Observer, o jogador expressou desconforto com a perda de privacidade e o peso da exposição pública, fatores que, segundo ele, têm afetado sua tranquilidade fora dos gramados.
Mudanças no comando técnico e desafios táticos
Além da instabilidade sob as traves, a seleção cabo-verdiana passa por uma transição importante em sua estrutura organizacional. O técnico Bubista, responsável pelo sucesso recente da equipe, deixou o cargo para assumir o Berkane, do Marrocos. A responsabilidade de conduzir o grupo agora recai sobre Humberto Bettencourt, que busca ajustar o time em meio a um calendário exigente.
Apesar da manutenção de lideranças importantes do elenco, como o meio-campista Jovane Cabral, do Grêmio, o conjunto não tem conseguido repetir a solidez tática que surpreendeu o mundo. A equipe encontra dificuldades em manter o equilíbrio entre defesa e ataque, resultando em derrotas por 3 a 1 para Mali e 2 a 1 para Ruanda.
Cenário delicado nas eliminatórias continentais
A situação de Cabo Verde na tabela de classificação das Eliminatórias para a Copa Africana de Nações é preocupante. Atualmente na terceira colocação de sua chave, a seleção precisa reverter uma desvantagem de seis pontos em relação aos líderes para garantir uma das duas vagas disponíveis para o torneio.
Com quatro rodadas ainda por disputar, a comissão técnica terá um longo intervalo para reorganizar o elenco. O próximo compromisso oficial da seleção está agendado apenas para novembro, quando enfrentará a Libéria em dois confrontos decisivos para as pretensões cabo-verdianas na competição continental.
Fonte: uol.com.br

































